segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Palestra e Lançamento de Livro

É hoje!!!


Palestra com o tema "O que é Quadrinho Nacional?" (19h) e o lançamento em Recife do "Desvendado o Mangá Nacional" (20h).

Livraria Cultura - Shopping Paço Alfândega






quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Entrevista para o Jblog

Copiado do Blog "Quadrinhos" do Jornal do Brasil de Pedro Luna


Em comemoração ao Dia do Quadrinho Nacional, acontece na próxima segunda-feira às 19h a palestra “O que é Quadrinho Nacional?” ministrada pelo sociólogo e professor da Universidade Federal de Alagoas, Amaro Braga. Na ocasião ele lançará o livro “Desvendando o Mangá Nacional”, fruto de uma pesquisa sobre os quadrinhos feitos no Brasil que se utilizam do desenho japonês.

Confira a entrevista:

JBlog >> Sobre o que é exatamente o livro?

Amaro Braga - O livro problematiza a própria noção do que seria um "mangá nacional", isto é, um mangá brasileiro. Se mangá é um quadrinho japonês (e não simplesmente o termo quadrinho em japonês) o que faria deste hq um produto cultural brasileiro? O que tem de nacional nele? É o desenho? A história? Personagens? Seus produtores?

Começo questiono o papel dos quadrinhos na percepção dos valores culturais e identitários, sigo pela discussão sobre a identidade nacional, faço o levantamento dos mangás nacionais até 2010 e depois concentro a análise na Holy Avenger, o mangá nacional mais famoso, até então.

Termino questionando se o surgimento dos mangás nacionais seriam apenas um fenômeno de reprodução (comercial) ou algo mais complexo vinculado às dinâmicas híbridas da sociedade.



JBlog >> Existe alguma relação acadêmica entre o livro e o trabalho desenvolvido na UFAL?
Amaro - De certa forma. Na UFAL desenvolvo pesquisas sobre a estética dos quadrinhos e suas representações sociais. Leciono um disciplina chamada "análise critica de hq´s" e coordeno um projeto de extensão voltado para a produção de quadrinhos cujos conteúdos tenham um interesse sócio-antropológico.

Vejam mais informações aqui (um dos projetos mais recentes)

JBlog >> Quais as conclusões que você tira ao final do livro?
Amaro - Que o surgimento dos mangás nacionais segue um esquema um pouco mais complexo de que mera reprodução de uma estética dominante, comercial e ideologicamente orquestradas. Os mangás nacionais, estão seguindo o mesmo procedimentos dos "comics nacionais" (apesar de não terem sidos chamados assim) mas os quadrinhos de super-heróis brazucas.

Existe uma fase de mimetismo (cópia), seguida por uma fase híbrida e finda numa fase "nacional" (pelo qual o produto não é mais reconhecido como estrangeiro ou com influência externa, mas originalmente nacional). A estética destes materiais estão relacionadas a uma hibridização cultural típica da pós-modernidade e da própria dinâmica cultural brasileira (conforme a estética do movimento antropofágico).

JBlog >> A obra é independente?
Amaro - O trabalho foi selecionado pela editora universitária da UFAL para compor o quadro de publicações de 2012.

JBlog >> Onde os interessados encontram o livro a venda?
Amaro - Estará disponível inicialmente no site da Edufal e no da Livraria Cultura. Depois é possível encontrá-lo em todas as livrarias universitárias devido a um programa de intercâmbio de títulos entre as universidades.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Dia do Quadrinho Nacional em Recife: Palestra e Lançamento de Livro

Press Release
Recife comemora dia do Quadrinho Nacional com Palestra e Lançamento de Livro

 

Nesta próxima segunda, 30 de janeiro, o Brasil comemora o dia do Quadrinho Nacional. A data faz alusão a publicação de "as Aventuras de Nho Quim", o primeiro quadrinho no Brasil ( e o 2º no mundo) do Ítalo-brasileiro Angelo Agostini, publicado em 1869 .

 

Recife comemora a data, no mesmo dia, às 19h, no auditório da Livraria Cultura com uma palestra sobre "O que é Quadrinho Nacional?" ministrada pelo sociólogo e professor da Universidade Federal de Alagoas, Amaro Braga.

 

"Os quadrinhos estão diretamente relacionados à cultura de onde foram produzidos. São produtos de uma representação social. Já sabemos que representam a cultura do país, como é o caso dos Comics nos EUA e dos Mangás no Japão. Isso levanta a questão: quais as características do Quadrinho Brasileiro? Hq´s feitos por estrangeiros no Brasil, são nacionais? Brasileiros imitando os traços do mangá e do comic são nacionais? As respostas parecem simples, mais não são." Revela o professor.

 

Após a palestra será lançado o livro "Desvendando o Mangá Nacional" de autoria do sociólogo, fruto de uma pesquisa sobre os quadrinhos feitos no Brasil que se utilizam do desenho japonês. O livro foi editado pela Edufal, Editora da Universidade Federal de Alagoas.

 

Palestra "O que é Quadrinho Nacional?" e

Lançamento do Livro "Desvendando o Mangá Nacional: Reprodução e Hibridização nas Histórias em Quadrinhos"

Dia: Segunda-feira, 30 de Janeiro de 2012

Horário: 19h00 (palestra) 20h (lançamento do livro)

Onde: Livraria Cultura, Shopping Paço Alfândega, Recife Antigo

 

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

28a. Reunião Brasileira de Antropologia

Prezad@s:

Lembramos que termina nesta quinta-feira, dia 26/01/2012, o prazo para envio de resumos para um dos 69 Grupos de Trabalho programados para a 28a. Reunião Brasileira de Antropologia, a ser realizada de 2 a 5 de julho de 2012, no campus da PUC-SP, São Paulo, SP. Participe! Basta acessar o site oficial da Reunião, www.28rba.abant.org.br.

Comissão Organizadora

Big Brother Brasil

 
 
Apesar de bem ácido o cordel nos levanta uma discussão importante sobre os conteúdos e a estética dos meios de comunicação e sua função social.

 
BIG BROTHER BRASIL UM PROGRAMA IMBECIL.
            
Autor: Antonio Barreto, Cordelista natural de Santa Bárbara-BA, residente em Salvador. Professor, poeta e cordelista. Graduado em Letras Vernáculas e pós graduado em Psicopedagogia e Literatura Brasileira.

            
Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.
            
Há muito tempo não vejo
Um programa tão 'fuleiro'
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.
            
Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, 'zé-ninguém'
Um escravo da ilusão.
            
Em frente à televisão
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme 'armadilha'.
            
Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.
            
O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.
            
Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.
            
Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.
            
Respeite, Pedro Bial
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Da muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.
            
Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social

Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério - não banal.
            
Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.
            
A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os "heróis" protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.
            
Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.
            
Talvez haja objetivo
"professor", Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.
            
Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.

É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos "belos" na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.
            
Se a intenção da Globo
É de nos "emburrecer"
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.
            
A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.
            
E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.
            
E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.
            
E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados

Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.
            
A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.
            
Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.
            
Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?
            
Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal.
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal.
            
FIM
 
 
 _,_
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 




sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Impressões: Dublagem X Legenda


Todos vocês já participaram ou ouviram discussões sobre esta tensão. Pessoas afirmando, no alto de suas sabedorias, que não assistem filmes dublados porque são ruins. Que o bom mesmo é assistir o filme legendado. Já deve ter visto comentadores, críticos e jornalistas afirmando coisas semelhantes. Que  a dublagem só é preferida pelos de classe mais baixa, por aqueles que não tem educação formal e, pasmem, já ouvi afirmarem que é também preferível pelos preguiçosos e pelos analfabetos.
Eu digo em alto e bom som, sem constrangimento: “Eu prefiro!”
Acredito que muito destas opiniões coletivas deve-se a uma reprodução de estereótipos.  
Sim, é verdade que a dublagem interfere no som original. Sim, ela modifica a estrutura da linguagem. Palavras, termos, frases são adaptados. Mas isso não é um fator negativo. Realmente o ideal seria você assistir o produto no original, sem legendas e sem dublagens. Mas quem o faz ? Poucos, muito poucos. Não é só por que não é oferecido nos cinemas. Boa parte tem seus DVD´s coma cesso ao menu e podem, por livre vontade de escolha, retirar as legendas e\ou a dublagem. E porque não o fazem ?
Bem.... Provavelmente, por mais que estudem a língua estrangeira, podem não ter a fluência necessária para acompanhar os diálogos e se concentrar nas cenas do filme.
Ora, muitos afirmam que as pessoas não gostam das legendas por alguma questão cognitiva. Apesar de suporem uma inferioridade dos adeptos da dublagem, tudo não passa de um processo de socialização. As crianças e jovens, por mais que já saibam ler e se comunicar na língua materna, demoram algum tempo para se costumarem a acompanhar uma legenda. É um processo de adaptação, condicionamento e técnica.

Acredito que seja um processo semelhante aos dos tradutores.

Tem pessoas que são fluentes em inglês e até são professores deste idioma (de cursinho ou de colégio) mas não conseguem satisfatoriamente traduzir simultaneamente uma palestra. Complicam-se, gaguejam, se perdem. Porque ? ora, por que não estão acostumados. Não condicionaram suas capacidades cognitivas para o processo de tradução simultânea. É uma questão de técnica e de aprendizagem (condicionamento) .
A grande maiorira dos “defensores” das legendas – sem menosprezo – não são versados na linguagem estrangeira, não são nativos ou dominam o idioma ao ponto de seus ouvidos estarem preparados para perceber as variações da língua. Na verdade, às vezes, nem sabem nada do idioma. Mas afirmam categoricamente: “Nossa dublagem é horrível! Só assisto filme legendado, blá, blá, blá...”
As vezes ouço menção à falta de cultura do brasileiro. Como se nossa cultura (ou a falta dela) fosse o responsável pelo gosto pela dublagem. Nos EUA que são aficionados  pelo som dos filmes, tendo em vista os vários prêmios técnicos vinculados ao som no Oscar, só assistem filmes dublados! Lá não tem esta oferta de legendas como é aqui no país. Eles sabem muito bem o que fazem! A maioria dos filmes são Dublados!
As pessoas esquecem que a linguagem é um veículo de acesso e mergulho na cultura (muitas vezes, de Dominação). Alguns sociólogos já vêem debatendo isso. O Benjamim Baber fala de uma “Cultura McWorld”, uma mundialização da cultura e a existência de “Cavalos de Tróia”, todos vinculados com a questão da língua e da penetração de valores culturais. um filme legendado se aproxima destes esquemas...
Vocês já se perguntaram porque nos filmes de Hollywood é comum a ocorrência de adaptações transnacionais ? Aqueles filmes originários de outros países que ganham “ versões nacionais”, como “The Ring” (O Chamado)?. Eles não assistem a versão original – por melhor que seja – preferem a aversão americanizada (costumo usar o termo “americanalhada”, ^_^). (É obvio que refiro-me a maiorira da audiência...)
Outro fator que as pessoas se esquecem de analisar – e talvez os profissionais de Letras fiquem muito omissos em explicar – é que as línguas não possuem a mesma estrutura. Não se escreve da mesma forma em português e inglês, logo é impossível haver traduções perfeitas de uma língua para a outra. Toda tradução é uma adaptação, cuja função é desenvolver o entendimento e a compreensão dos termos.
Os sons também são diferentes de uma língua para a outra, logo a abertura da boca e a posição da língua (o órgão!) é diferente para termos o mesmo sentido.  Enquanto em português nós dizemos “Já”, os americanos dizem “Already” e os franceses dizem “Déjà”. As posições de abertura são totalmente diferenciadas. A tradução deve levar isso em consideração se for uma dublagem, por exemplo.

As legendas, apesar de possuírem uma limitação semelhante – e espaço e caracteres – por exemplo, são mais recorrentes nos erros de interpretação. Quem assisti aos canais de séries norte-americanas, como Warner e Sony, talvez já tenha se deparado com algumas traduções cujas construções gramaticais se tornem estranhas na leitura. Ou, nas comédias, algumas piadas são ininteligíveis durante a leitura do texto. Ora, o contexto cultural é definidor do fator cômico. O Riso  - e aquilo que o provoca – variam de cultura para cultura. Termos, chistes, piadas e até xingamentos podem passar completamente desapercebidos entre os não nativos de um idioma. Quem resolve isso? a dublagem!
È ai que entram os tradutores – bem formados! – que adaptam os sentidos e não as palavras. Traduzem a piada para que ela quase o riso ou a comoção de entendimento, mesmo que não tenha nada próximo ao original.
Lembro-me aqui das aulas de literatura na sexta série (atual sétimo ano) quando minha professora (num trabalho coletivo com a professora de inglês) nos apresentou ao “O corvo” de Edgar Allan Poe. A tradução de Machado de Assis era deliciosa. A poeticidade, a musicalidade o ritmo estavam todos lá. Mas quando, na aula de inglês, entramos em contato com o poema original, minha grande surpresa: as palavras traduzidas eram diferentes e os sentidos eram similares. Se você pegar os tradutores de poemas nos livros atuais (e lembro aqui das musicas dos Hobbits nos livros do O Senhor do Anéis) as traduções são desestimulantes, o ritmo se perde, a musicalidade vai embora, tudo para se adequar aos termos originais.
E aí nos perguntamos: áte que ponto uma tradução é uma boa tradução ? Não tem resposta!
Outro fator que gostaria de mencionar é a questão social. O mercado de tradução envolve números bem diferentes quando se fala de dublagem e de legenda. As legendas praticamente envolve um par de profissionais o tradutor e seu revisor. As dublagens geram muito mais empregos. São os atores, diretores de dublagem, os produtores fonográficos, além daqueles dois primeiros responsáveis pela tradução e pela revisão. Se você acompanhar as dublagens da Disney, verá como o processo é rigoroso e técnico. Falseando completamente a idéia de dublagem ruim. Os timbres (não sei é adequado o termo) das vozes são idênticas no inglês e nos idiomas traduzidos. O diretor responsável por isso, busca vozes semelhantes de modo que ouvir um personagem num idioma ou em outro, parece-nos que foi a mesma pessoa que dublou ambos. A ressalva fica para aqueles convites às celebridades e atores globais que, muitas vezes, não acompanham o nível técnico dos dubladores profissionais e deixam muito a desejar. Seja pela falta de experiência com a atuação da voz, seja pela familiaridade do público com ela, interferindo na configuração imaginária do personagem, durante a audiência do produto.
Um último ponto que trago é uma questão estética.
Num filme dublado, seus olhos possuem mais tempo para perceber as nuances de uma interpretação, as riquezas da construção do cenário ou da locação, os enquadramentos da câmera e suas mudanças de montagem, a própria fotografia e os efeitos especiais, quando for o caso. As legendas limitam seu acesso a estes fatores. A duração de um quadro é o mesmo, por favor.... Num filme dublado, seus olhos terão um tempo( t¹) para absorver a cena. No legendado, devido ao poder persuasivo das palavras (quando você dirige ou anda de ônibus, você lê coisas, simplesmente porque elas passaram na frente dos seus olhos e não porque as quis ler), seu tempo é reduzido em algum grau (t¹/L, onde “L” é o tempo que você leva para ler a legenda). Isto é, há uma redução do seu tempo de apreciação da imagem, podendo chegar ao ponto de não ler a imagem e sim o texto.
Tem coisa pior e mais agressiva visualmente que aquelas legendas que invadem o meio da tela e ficam sobre os personagens ? é uma verdadeira violência visual, ou seja, você não vê a interpretação do personagem, as mudanças de enquadramento ou movimento de câmera, só vê a maldita legenda e –devido ao condicionamento – seus olhos a seguem como cães atrás de cadelas no cio. É incontrolável!!!!

Treino bastante meu inglês e meu francês assistindo os filmes no original e perdendo um ou outro termo. Mas quando quero me entreter e deliciar-me com uma produção audiovisual, sem a preocupação de estudar, quero mesmo é assisti-lo dublado!


quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

20º SALÃO INTERNACIONAL DE DESENHO PARA IMPRENSA

A partir do próximo dia 30 de janeiro estarão abertas as inscrições para o
20º SALÃO INTERNACIONAL DE DESENHO PARA IMPRENSA
nas modalidades Cartum, Charge, Caricatura, História em Quadrinhos e Ilustração Editorial
(para jornal, revista, livro, capa de disco, cartaz etc).
 
Não por acaso, 30/01 é o dia do quadrinho nacional.
Os trabalhos inscritos na modalidade Ilustração Editorial devem ter sido efetivamente publicados
no período de março de 2011 a janeiro de 2012 , e devem vir acompanhados da cópia digitalizada
da publicação, com data e nome do periódico identificáveis.
Os participantes podem concorrer com até 05 (cinco) trabalhos distribuídos em qualquer das
05 (cinco) categorias. O vencedor de cada categoria receberá um prêmio de R$ 1.000.
O regulamento completo está aqui.
 
Os artistas interessados em participar do 20° Salão Internacional de Desenho para Imprensa poderão
fazer suas inscrições de 30 de janeiro a 29 de fevereiro, pelo e-mail salao.press.portoalegre@gmail.com.

O evento ocorrerá de 22 de março a 06 de maio de 2012 na Galeria dos Arcos na Usina do Gasômetro,
visando estimular e divulgar, de forma abrangente, a expressão gráfica aplicada à imprensa.

adaptado do blog do Pedro de Luna: http://jblog.com.br/quadrinhos.php?itemid=29154 

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Revista Novos Cadernos NAEA - Chamada de Trabalhos‏

Prezados,

Está aberta a chamada de trabalhos para as duas edições do Volume 15 da Revista Novos Cadernos NAEA, que serão publicadas no ano 2012.

Segue em anexo o arquivo Chamada de Trabalhos nos formatos PDF e JPEG para visualização.

Para maiores informações basta clicar no link do arquivo em PDF e você será redirecionado para o site da revista, onde poderá fazer seu cadastro para submeter artigos e ter acesso livre aos artigos publicados na revista, ou se preferir, copie e cole em seu navegador o endereço: http://www.periodicos.ufpa.br/index.php/ncn

Pedimos também que nos ajude a divulgar a chamada, reenviando-a para os seus amigos e contatos de redes sociais.

 Atenciosamente,

 Edna Maria Ramos de Castro

Editora Responsável

Novos Cadernos NAEA

Núcleo de Altos Estudos Amazônicos - NAEA/UFPA - 2º Andar - Sala: 206

Rua Augusto Corrêa, nº- 01, Cidade Universitária Prof. José da Silveira Netto, Campus Profissional.

CEP:66.075-900    Belém-Pará-Brasil

Telefone: (91) 3201-8515     email: revistancnaea@ufpa.br


terça-feira, 17 de janeiro de 2012

1º Fórum Nacional de Pesquisadores em Arte Sequencial


No dia 31 de março acontece em Leopoldina, MG, o 1º Fórum Nacional de Pesquisadores em Arte Sequencial promovido pela professora Natania Nogueira.

Estarei coordenando um Gt :

GT6 – Representações de etnicidade na Arte sequencial 

O GT tem o objetivo de reunir pesquisas que analisam as aparências das estruturas sociais e sua dinâmica de transmissão nas HQ´s, nos Desenhos Animados, Cinema e em outras expressões da Cultura Pop (Tribos Urbanas envolvidas com a Arte Sequencial como Otakus e Cosplays; jogos de RPG; Associações de Colecionadores de Quadrinhos; Grupos de desenhistas, etc). Propõe-se a receber estudos que privilegiem as trocas simbólicas, representações do imaginário social, cultural e político e os padrões arquetípicos e reproduções de estereótipos (positivos ou negativos) presentes nestas mídias ou em suas relações de produção e/ou comercialização. Estudos que analisem a maneira como são representados os grupos culturais familiares, profissões, grupos étnicos e de imigrantes, “Raças”, a questão do Negro, do Índio, manifestações de Preconceito, Discriminação, Violência e Relações de Poder nestas mídias, em estudos intersemióticos ou comparativos.

Para inscrever trabalho no GT, Envie para o email forumdepesquisadores@gmail.com, seu resumo com os seguintes dados:
  • Nome completo
  • Endereço Completo
  • E-mail
  • Instituição de Origem
  • Titulação
  • GT pretendido
  • Título do Trabalho
  • Resumo do Trabalho (até 300 palavras)
  • Comprovante de depósito escaneado

mais informações no site do evento: http://iforumnacionalartesequencial.wordpress.com/

XV CISO - Encontro Norte e Nordeste de Ciências Sociais

Prezados,
 
Já estão abertas as inscrições para o XV CISO - Encontro Norte e Nordeste de Ciências Sociais, em Teresina na UFPI.
As inscrições vão até 16 de março.
 
 
Att,
Amaro Braga