terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Palestra com Otávio Velho

Pós em Antropologia promove palestra sobre o pensamento contemporâneo

 

Com o objetivo de suscitar o debate sobre Antropologia, analisando os principais temas que envolvem o pensamento contemporâneo, o Programa de Pós-Graduação em Antropologia (PPGA) promove palestra no dia 6 de março, no auditório I do programa, no 13º andar do CFCH, às 9h. O tema é "A Antropologia e os Grandes Temas do Pensamento Contemporâneo

O evento terá como palestrante o professor Otávio Guilherme Cardoso Alves Velho, que tem graduação em Ciências Políticas e Sociais pela Politécnica Universidade do Rio de Janeiro (1964), mestrado em Antropologia Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1970), doutorado em Sociology pela Universityof Manchester (1973), pós-doutorado pela Stanford University (1981). Atualmente, é pesquisador associado, categoria Emérito da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

CHARGE DE LAILSON


Palestra de Slavoj Zizek na UFPE

Um dos filósofos mais badalados da atualidade, o esloveno Slavoj Zizek vem ao Recife, no dia 15 de março, para uma conferência no Teatro da UFPE. Intitulada De Hegel a Marx: a volta da dialética em tempos de crise, a palestra dá start ao projeto Revista ArtFliporto Apresenta, que irá trazer ao público debates sobre temas contemporâneos.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Mulheres Cartunistas em Piracicaba


Salão de Humor de Piracicaba “convoca” cartunistas mulheres para mostra paralela
Postado Originalmente por Michele Ramos no Zine Brasil 

A expectativa para o aniversário de 40 anos do Salão Internacional de Humor de Piracicaba é grande e os preparativos para a programação começam com as mostras paralelas. Em março acontece Batom, Lápis e TPM, com participação exclusiva de mulheres cartunistas. Para tanto, o CEDHU Piracicaba (Centro Nacional de Humor Gráfico) convoca as cartunistas a enviarem suas produções. As inscrições estão abertas até 23 de fevereiro.

A mostra terá sua abertura em 8 de março, Dia Internacional da Mulher, no Parque do Engenho Central. As visitas seguem até 7 de abril. O cartunista Eduardo Grosso, diretor do CEDHU, explica que o evento nasceu em 2011, como forma de valorizar e incentivar o olhar feminino na linguagem de humor, uma vez que a classe de cartunistas, predominantemente, é composta por homens.

“A receptividade da mostra nos surpreendeu, tanto da parte da classe cartunista, quanto do público. Na primeira edição tivemos a adesão de 25 artistas e no ano passado foram 52”, contextualiza Eduardo Grosso, lembrando da adesão de cartunistas de 14 países em 2012: Brasil, Líbano, Espanha, Irã, Estados Unidos, Letônia, Polônia, Itália, Bielorrússia, Bulgária, Romênia, Colômbia, Israel e Japão.

Com público estimado em 4 mil visitantes, em 2011 a mostra aconteceu no Teatro Municipal Dr. Losso Netto. No ano passado, foi realizada no Engenho Central e registrou 10 mil pessoas. “A expectativa para 2013 é de continuar superando esses números, que já são extremamente positivos”, afirma a secretária municipal da Ação Cultural Rosângela Camolese.

São aceitos até dois trabalhos por autora (profissional ou amadora, brasileira ou estrangeira) nas categorias cartum, caricatura, charge, ilustração, HQ e tiras. As obras devem ser encaminhadas pelos Correios ou para o e-mail contato@salaodehumor.piracicaba.sp.gov.br. Atenção para o formato em JPEG e com resolução de 300 DPIs. O tema e a técnica gráfica são livres. Também são aceitas esculturas. Ficha de inscrição e regulamento estão disponívels no blog do Salão.

Os trabalhos devem evidenciar os aspectos que norteiam o universo feminino e, consequentemente, fazer menção ao Dia Internacional da Mulher, assim como os aspectos a serem comemorados e refletidos sobre os tempos atuais.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

CHARGE DE LAILSON


HQ´s no ensino superior é mais eficiente que livro texto



Já havia defendido esta mesma posição em outros momentos. Meus primeiros quadrinhos publicados surgiram a partir desta visão: como estimular os alunos (universitários) e ampliar suas capacidades de retenção e aprendizagem. 

Fiz um teste entre 2007 e 2008 na Faculdade Maurício de Nassau (Recife-PE), durante minhas aulas de Cultura Brasileira para as turmas de comunicação social. Como eu tinha várias turmas do mesmo curso, era possível aplicar métodos didáticos diferentes e avaliar os resultados entre as turmas. Em uma delas passei como leitura Casa Grande e Senzala  de Gilberto Freire e Passos Perdidos, História Recuperada de Tânia Kaufman em suas versões textuais (livros normais), ao tratar das contribuições dos negros e judeus, respectivamente. Em outras turmas, passei as versões quadrinizadas. As turmas que leram a versão em quadrinhos tiveram notas bem melhores na avaliação escrita (mesmas perguntas). Os resultados desta pesquisa e defesa, foram apresentadas em diversos congressos:

[PDF] A PRODUÇÃO DE HISTÓRIA EM QUADRINHOS ENQUANTO RECURSO DIDÁTICO NO ENSINO DAS CIÊNCIAS SOCIAIS





Aprendendo 
Por Érico Assis, jornalista, professor universitário e tradutor para o blog da Companhia.

Publicado originalmente por Michele Ramos no Blog Zine Brasil. Versão Original clique aqui.

Estudo da faculdade de administração da University of Oklahoma, a ser publicado em breve na Business Communication Quarterly, afirma: usar histórias em quadrinhos no ensino superior pode ser mais eficiente que o tradicional livro texto.
Cento e quarenta alunos de graduação participaram do estudo. Parte do grupo leu uma HQ que trata de empreendedorismo, com a história de dois alunos que querem montar seu próprio negócio. A outra parte do grupo leu o capítulo de um livro que trata do mesmo assunto, com as mesmas informações.
Segundo a pesquisa, os alunos que leram a versão em quadrinhos se saíram melhor numa prova aplicada logo após o experimento. E conseguiram lembrar citações diretas com mais eficiência que os colegas que leram a versão texto.
Em experiência correlata, 114 formandos da área leram a mesma HQ e foram consultados quanto à sua eficiência no aprendizado. Mais de 80% dos pesquisados foi favorável à utilização dos quadrinhos.
O estudo foi coordenado por um professor que é evangelista dos quadrinhos na educação superior, Jeremy Short. Ele lançou nos EUA HQs pedagógicas sobre empreendedorismo e franchising e tem atépalestra num desses TEDs. É óbvio que o método é visto com desconfiança pela classe acadêmica, sendo a principal crítica a de que os alunos estão sendo tratados como imbecis.
Short vem de uma corrente de estudiosos que defende o potencial dos quadrinhos como veículo de altíssima eficiência para transmitir informação complicada. Embora esta aplicação exista desde que existem gibis — Will Eisner fazia manuais em quadrinhos para as Forças Armadas — dá para dizer que Scott McCloud é o santo-padroeiro da corrente. Seu Desvendando os quadrinhos, que vai completar 20 anos, é a análise mais sensata do potencial das HQs enquanto mídia (e meu livro preferido de Teoria da Comunicação). Provou essa possibilidade quando o Google contratou-o para explicar, em quadrinhos, como funcionaria o navegador Chrome e dá aulas de “estruturação de narrativa visual” mesmo para quem não sabe desenhar — basta entender a lógica das HQs.

O potencial está no seguinte: tudo que se pode fazer ao combinar palavras e figuras. E também: o leitor define o ritmo de leitura (como no texto puro); há maior envolvimento a partir do uso de narrativa dramática; a produção é mais barata que a de um audiovisual; a portabilidade é igual à de um livro. E, verdade seja dita, figuras são mais atraentes que só letrinhas.
Os que tratam isto por imbecilização do ensino merecem uma migalha de atenção, pois propostas como a deste estudo podem ser reduzidas a “livros são chatos, gibis são legais — quero que me ensinem tudo em gibi.” Não se pode pensar assim. Textos são abstrações, ótimos para conduzir ideias que não têm materialidade, e enfiar-se num livro de filosofia ou matemática é exercício mental que só tem benefícios para o pensamento analítico e crítico. Na educação, nunca se poderá abrir mão do puro texto, pois ele não é totalmente substituível por outras mídias. O que o estudo reforça é que, a cada objetivo e/ou tópico de aprendizagem, pode haver mais eficiência de aprendizado com outras mídias, como os quadrinhos.
O grande impeditivo da utilização de quadrinhos como material pedagógico é a tradição, combinada a certo preconceito. Pode-se investir em bons livros didáticos em quadrinhos, mas vá instruir professores a produzir uma aula-HQ interessante com a mesma desenvoltura que montam seus powerpoints. Nossa educação não só é baseada na leitura de texto, mas também nos prepara melhor para a expressão em puro texto do que em outras mídias. Motivo, aliás, pelo qual você não está lendo esta coluna em forma de quadrinhos.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

As universidades federais na Scientific American Brasil


Por Adonai Sant'Anna
Artigo sobre as universidades federais, publicado em Scientific American Brasil.
Anos atrás fiz várias contribuições para a Scientific American Brasil, com dois artigos, diversas notas de divulgação e jornalismo científico, revisões técnicas para a Série Gênios da Ciência e uma resenha de um livro de Richard Dawkins, entre outras. No final do ano passado, porém, apresentei uma proposta ao editor Ulisses Capozzoli: publicar um artigo sobre as mazelas das universidades federais brasileiras. Pedi a ele que visitasse este blog, para ter uma ideia melhor sobre o que eu tinha em mente. Capozzoli imediatamente concordou, percebendo que certas questões sobre as universidades públicas precisam ser urgentemente discutidas.
A edição de fevereiro de Scientific American Brasil com o artigo em questão já está nas bancas brasileiras e portuguesas. No editorial, Capozzoli dá especial atenção ao artigo, afirmando que "o que ocorre nessas instituições [universidades públicas] é a ação nefasta de grupos/pessoas interessadas na fermentação interna da mediocridade intelectual como estratégia de sobrevivência parasitária".
Com permissão do editor, reproduzo aqui uma versão do artigo original, adaptada ao perfil deste blog. 
Agradeço ao editor Ulisses Capozzoli não apenas pela importante iniciativa, mas principalmente pela cuidadosa revisão que ele fez na primeira versão do texto. 
Parte significativa do artigo contém informações e discussões já veiculadas aqui, principalmente sobre o problema da estabilidade de emprego entre professores de instituições federais de ensino superior. Mas há também tópicos que ainda não exploramos neste blog. 
Veremos, agora, as reações dos diferentes segmentos sociais deste país. As primeiras mensagens de reação já começaram a chegar, principalmente de jovens estudantes.
Desejo a todos uma leitura crítica.
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Ciência e Educação (de qualidade) são a Base da Esperança

Em 1998 o Governo Federal criou por decreto a Gratificação de Estímulo à Docência no Magistério Superior. Tratava-se de um adicional ao salário dos docentes de instituições federais de ensino superior (ifes), cujo valor dependia da produtividade em ensino, pesquisa, extensão e administração de cada professor. Pouco tempo depois o valor máximo desta gratificação foi incorporado aos salários de todos os docentes concursados das ifes. Os professores que sistematicamente tinham produtividade máxima (de acordo com critérios governamentais) continuaram a receber em seus contra-cheques o mesmo valor de meses anteriores. Os demais, com produtividade inferior, conquistaram significativo aumento em seus vencimentos.

Este é um exemplo que retrata com fidelidade o quadro típico da universidade pública brasileira: a falta de meritocracia. E, sem reconhecimento efetivo de mérito, como promover progresso científico e tecnológico relevante? Esta falta de políticas meritocráticas na academia brasileira atinge não apenas professores e pesquisadores, mas também alunos e funcionários do quadro técnico-administrativo.

Neste artigo esboço de forma muito breve alguns dos mais graves problemas crônicos do ensino superior público - com ênfase nas universidades federais - e algumas consequências de tais problemas, geralmente gravitando ao redor da confortável garantia de emprego para todos os professores concursados. O foco deste texto se justifica de forma simples. As universidades federais de nosso país têm um papel estratégico fundamental em toda a rede educacional brasileira. Ações e políticas de instituições privadas e estaduais de ensino superior ou médio são muitas vezes dependentes de práticas comuns às universidades federais espalhadas pelo território nacional, as quais são fortemente controladas pelo Governo.

Instituições federais de ensino superior não têm autonomia para contratação, demissão ou negociação salarial de professores. Concursos públicos, para fins de contratação de novos docentes, somente podem ser realizados através de editais nacionais do Governo Federal. Localmente, não há como negociar a contratação de professores, não importando a competência dos mesmos, fatores emergenciais ou as necessidades da instituição. Sempre devem ser aguardados os editais governamentais. Demissões somente podem ocorrer em casos extremamente graves, como abandono do cargo. Participei, anos atrás, de uma comissão interna da Universidade Federal do Paraná (UFPR) que deveria avaliar a situação de um docente que não aparecia no trabalho há pelo menos seis meses. Esta foi uma demonstração muito clara da lentidão administrativa de uma universidade federal. Se um docente lecionar de forma incompetente ou se não realizar atividades de pesquisa, extensão ou administração, isso não caracteriza motivo suficiente para demissão ou perda de privilégios básicos do cargo. Vale observar que estou falando da prática e não daquilo que consta em documentos oficiais. Também não estou discutindo sobre professores substitutos, os quais são contratados por tempo determinado, ganhando salários muito inferiores aos de concursados.

Se um professor é contratado após realização de concurso público, ele deve cumprir um estágio probatório de três anos. Após este período, seu cargo está praticamente garantido, independentemente de sua produção posterior ao longo de toda a vida acadêmica restante. Além disso, docentes podem eventualmente progredir em planos de carreira, mas jamais regridem. Uma vez que um docente se torna Associado III, por exemplo, jamais pode regredir para Associado II ou I, mesmo que nada mais produza após sua última progressão funcional.

É claro que há professores de ifes que mantém excelente produção acadêmica. Mas existem também aqueles que faltam às aulas (sem registro oficial de tais faltas), não cumprem ementas de disciplinas ou horários de aulas, não realizam pesquisa alguma ou qualquer atividade de extensão e nem orientam alunos de graduação ou de pós-graduação. Tais professores podem contar com os mesmos benefícios da estabilidade dada aos mais produtivos.

São várias as consequências do conforto conquistado através da estabilidade irrestrita. Uma delas é o fato de que comumente professores mais antigos se sentem intimidados por jovens que demonstram talento evidentemente superior à média, e muitas vezes usam mecanismos burocráticos absurdos como tentativa desesperada para nivelar todos a um mesmo patamar de desempenho mediano. Cito um caso que eu mesmo testemunhei. Durante minha chefia do Departamento de Matemática da UFPR, de 2005 a 2007, fui relator de um processo de pedido de afastamento de um casal de jovens professores recentemente contratados pelo Departamento de Estatística daquela instituição: Leonardo Soares Bastos e Thaís Cristina de Oliveira Fonseca. Ambos foram convidados para realizar doutoramento em ótimas universidades britânicas, sob a orientação de dois pesquisadores de excelente reputação internacional e com bolsas de estudos pagas pelas respectivas instituições estrangeiras. Apesar do Departamento de Estatística ter aprovado as duas solicitações e de meu parecer ter sido justificadamente favorável, o Setor de Ciências Exatas (instância superior) indeferiu os pedidos. A alegação foi o estágio probatório, o qual deveria ser cumprido por ambos. Legalmente, o estágio probatório poderia ser cumprido no exterior, uma vez que o vínculo empregatício com a UFPR seria mantido. E os membros do Conselho do Setor de Ciências Exatas sabiam disso. Mas o fato é que vi de perto os verdadeiros motivos para negar os pedidos de afastamento temporário: o medo provocado por jovens que crescem rapidamente em suas carreiras. O resultado não poderia ser outro. O ambicioso casal pediu demissão e seguiu rumo para a Inglaterra. Hoje são professores doutores das Universidades Federal Fluminense e Federal do Rio de Janeiro. Ou seja, apesar das políticas das ifes serem praticamente as mesmas em todo o país, este casal ainda insiste em apostar no futuro de nossa nação. Afinal, o Brasil precisa de estatísticos de alto nível.

A consequência mais óbvia da estabilidade irrestrita para docentes das ifes é a falta de um ambiente competitivo na vida acadêmica pública. É claro que muitos professores com produção científica (nem todos) têm acesso a bolsas de estudo e/ou pesquisa, o que caracteriza um certo reconhecimento de mérito por parte de órgãos de apoio que são geralmente externos às ifes. E a manutenção dessas bolsas depende da contínua produção científica dos beneficiados, de acordo com critérios muitas vezes exigentes. No entanto, seus cargos em suas instituições de origem jamais estão ameaçados, ainda que não produzam conhecimento algum. E mesmo em casos de faltas graves, como a prática comum de lecionar conteúdos de forma superficial e até errada, o cargo continua garantido. As ifes ainda contam com o trabalho competente de diversos pesquisadores e cientistas brasileiros, algo que dificilmente pode ser encontrado em universidades privadas deste país. Mas, em geral, as condições de trabalho deles em pouco difere daquelas ofertadas a todos os demais. Temos, assim, um ambiente de pouco estímulo à produção intelectual relevante do ponto de vista do exigente cenário internacional.

O Brasil não é internacionalmente reconhecido como uma nação que produz ideias. Os Estados Unidos são um país tão novo quanto o nosso. Mas as melhores universidades do planeta estão na América do Norte, de acordo com diversas pesquisas internacionais realizadas de forma independente. Por que o Brasil não consegue se destacar em produção científica? Não estaria na hora de percebermos que estamos fazendo alguma coisa errada? Mentes brilhantes nosso país tem desde muito tempo atrás.

Carlos Chagas foi oficialmente indicado ao Nobel de Medicina em duas ocasiões. Perdeu porque Afrânio Peixoto era contrário à política meritocrática adotada por Chagas durante sua gestão no antigo Departamento de Saúde Pública do Governo Federal. Deste modo, Peixoto e colegas fizeram campanha perante a Comissão Nobel, no Instituto Karolinska (Suécia), afirmando, resumidamente, que o trabalho de Chagas não merecia atenção alguma.

Natural de Petrópolis, RJ, Peter Medawar ganhou o Nobel de Medicina, mas durante a juventude teve a cidadania cassada pelo Governo Federal, simplesmente porque não se apresentou ao serviço militar obrigatório. Os resultados de suas pesquisas sobre transplantes de tecidos vivos estão acessíveis a qualquer brasileiro, incluindo militares. Mas a cidadania de Medawar somente foi restaurada muito tempo depois e de forma absolutamente discreta. Por sorte Medawar tinha cidadania britânica também. Assim, Inglaterra ganhou um Prêmio Nobel a mais e o Brasil até hoje ignora a fundamental importância da ciência feita em ambientes competitivos.

Universidades estadunidenses também conferem estabilidade para professores. Mas são poucos os que recebem este benefício, conhecido como tenure. O critério é simplesmente meritocrático. E tal mérito não se avalia através de concurso público realizado em dois ou três dias, mas ao longo de uma extensa carreira marcada por contribuições de elevada relevância acadêmica e negociações. A concessão de estabilidade irrestrita a qualquer professor universitário ou pesquisador é uma forma extremamente eficaz para cultivar um ambiente sem desafios significativos. E ciência, como qualquer outra atividade profissional de alto nível, se fundamenta na constante luta para vencer desafios.

Um docente de instituição federal de ensino superior pode ter acesso a bolsas governamentais de pesquisa e orientar alunos de pós-graduação, se demonstrar produção científica principalmente na forma de artigos publicados em certos veículos especializados de circulação internacional. No entanto, em áreas como matemática, física, química e biologia, esta produção é especialmente avaliada a partir de números que nem sempre têm a ver com qualidade. Avalia-se a quantidade de artigos publicados em periódicos reconhecidos pelos órgãos de apoio à pesquisa, mas raramente se avaliam fatores extremamente importantes, como impacto social de pesquisas e a efetiva participação dos envolvidos.

A revista britânica Nature, por exemplo, adota a seguinte política editorial: ao final do artigo publicado deve ser especificada a real contribuição de cada um dos autores. No entanto, a maioria dos periódicos especializados não adota esta postura. A inclusão de nomes de colegas em artigos científicos tem sido cada vez mais frequente, mesmo quando estes colegas não participam de forma alguma no projeto em questão. E apenas uma minoria dos professores pesquisadores das ifes consegue publicar contribuições que demonstram algum impacto significativo à ciência. O mecanismo mais imediato para avaliar impacto é citação. Em geral, quanto mais citações um artigo recebe na literatura especializada internacional, mais relevante é o impacto do trabalho citado. Porém, mesmo esta visão quantitativa tem limitações.

Por conta de um único artigo publicado na revista Nature, o curitibano Cesar Lattes revolucionou a física de partículas elementares. E, por conta deste trabalho, ele também foi indicado ao Nobel. Quantos outros pesquisadores deste país podem dizer que passaram por experiência parecida? Em avaliações de produtividade, para fins de progressão funcional nas ifes, este artigo de Cesar Lattes valeria tanto quanto um trabalho obscuro publicado emPhysics Essays, um dos piores periódicos de física em circulação. E valeria a metade de um livro didático publicado, independentemente de sua qualidade.

A verdade é que vivemos em uma nação na qual há um número crescente de doutores que sequer sabem ler inglês, situação essa simplesmente inadmissível nos países desenvolvidos, principalmente nas áreas científicas. E sem conhecimentos básicos de inglês, como produzir ciência?

De forma alguma recomendo que deveríamos copiar o modelo acadêmico norte-americano. Mas certamente poderíamos aprender muito com modelos que demonstram claramente funcionar melhor do que o nosso. Afinal, as universidades estadunidenses, apesar de inúmeros problemas graves, produzem a maioria das mais impactantes contribuições científicas e tecnológicas do mundo. O Brasil simplesmente não compete.

Nos Estados Unidos jovens ingressam em universidades. No Brasil, jovens ingressam em cursos universitários. Esta é uma diferença profunda entre os dois sistemas. Se um aluno de uma instituição federal de ensino superior consegue vencer as absurdas barreiras do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) e do vestibular, ele está praticamente preso a um curso escolhido enquanto cursava o ensino médio e, portanto, enquanto estava longe de qualquer ambiente universitário. Se este aluno percebe que o curso escolhido não está de acordo com seu perfil pessoal, ele dificilmente terá chances de conseguir uma transferência. A burocracia é muito complicada e prática para poucos. Provavelmente terá que se submeter ao ENEM e ao vestibular de novo ou simplesmente desistir, como muitos o fazem. Já em uma universidade norte-americana, seja privada ou estadual, o recém ingresso encontra a oportunidade de conhecer todas as diferentes realidades das opções disponíveis para graduação. Ele tem a chance de escolher seu futuro profissional a partir de um ambiente genuinamente universitário. No Brasil, as ifes operam como instituições poliversitárias. E este modelo é copiado por instituições estaduais e privadas do ensino superior brasileiro. Logo, o Brasil não tem ideia do que é uma universidade.

Um sistema de ensino superior que exige de um adolescente a escolha de seu curso superior antes de ingressar em qualquer universidade é um sistema que negligencia sua juventude.

Nas ifes também não existe, de forma séria, a tradição das associações de ex-alunos. Isso significa que as ifes, em geral, não avaliam as carreiras de seus egressos. Uma universidade que não está interessada em saber sobre o destino profissional de seus ex-alunos é uma instituição que não está interessada em conhecer seu papel real perante a sociedade. Novamente temos negligência.

Em 2007 todas universidades federais assinaram o polêmico contrato REUNI(Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais) com o Governo. A Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) foi a última a assinar este pacto. Em troca de dinheiro, essas ifes assumiram o compromisso de aumentar gradualmente suas taxas de conclusão de curso para noventa por cento. Do ponto de vista educacional, essa exigência é simplesmente irresponsável. Cursos nas áreas científicas, por exemplo, comumente apresentam índices de reprovação muito superiores a dez por cento, mesmo nas melhores universidades do mundo. Isso significa que tanto o Governo Federal quanto os professores que alegam lutar pelo ensino superior público de qualidade em seus emocionais movimentos de greve, estão negligenciando o futuro da nação de forma realmente perigosa. A preocupação evidente é com quantidade de jovens que se formam em graduações e não com qualidade de ensino.

Em 2012 a consultoria britânica Economist Intelligence Unit publicou um levantamento global de educação que comparou quarenta países, levando em conta notas de testes realizados por alunos e qualidade de professores avaliados entre 2006 e 2010. O Brasil ficou em penúltimo lugar, denunciando um sistema educacional básico que supera apenas o da Indonésia. Este resultado desastroso é uma das múltiplas evidências de que professores formados pelo ensino superior brasileiro não estão demonstrando competência profissional. Diante da promessa do Governo e das universidades federais de que as taxas de conclusão de curso deverão subir indiscriminadamente para noventa por cento, percebe-se que o futuro reserva um desempenho educacional ainda pior para o Brasil, a longo prazo.

Usualmente também não existem programas de honors (ou equivalentes) nas ifes. Esses programas constituem em uma série de procedimentos de avaliação que reconhecem os alunos que se destacam como os melhores em suas respectivas turmas de formatura. Na prática, os programas de honorsoperam como cartas institucionais de recomendação que simplesmente afirmam: "Este indivíduo realizou seu curso com distinção e louvor." É uma forma de ajudar a alavancar as carreiras dos mais brilhantes. Nas ifes, no entanto, novamente faz-se questão de tratar todos de forma igualitária. Temos assim outro exemplo de negligência em um país cujas universidades públicas geralmente consideram elitismo como algo socialmente reprovável.

Não existem mais cátedras nas ifes. Se um professor de universidade federal falece, pede exoneração do cargo ou se aposenta, ele libera uma vaga. Não importa se este docente orientou dezenas de doutores, publicou centenas de artigos de elevado impacto, exerceu relevantes atividades administrativas ou influenciou de forma construtiva milhares de pessoas ao longo de sua carreira. Simplesmente não existe continuidade de sua obra. Este senso de continuidade deveria ser estabelecido institucionalmente através da cátedra. O célebre astrofísico Stephen Hawking, da Cambridge University, ocupou a mesma cátedra de Sir Isaac Newton, um dos pais da ciência moderna. Trata-se de um compromisso que deve transcender a mortalidade física dos grandes nomes da ciência mundial. Nas ifes, porém, qualquer obra, por mais relevante que seja, deve morrer junto com o seu autor. O grande lógico brasileiro Newton da Costa é professor catedrático da UFPR. Sua cátedra é um cargo vitalício, conquistado décadas atrás. No entanto, apesar deste grande cientista ser responsável pela formação de uma importante escola de lógicos brasileiros reconhecidos internacionalmente, a UFPR não se preocupa em ocupar esta cátedra com algum profissional que continue tal tradição. Isso porque todas as cátedras foram extintas, não apenas na UFPR, mas em todas as ifes. Temos aqui um exemplo de negligência com obras relevantes. Falta a percepção de que memória não se promove apenas com museus ou nomes dados a salas de aula e bibliotecas.

Mantenho um blog no qual promovo discussões e articulo ações sobre educação, com especial ênfase à matemática. Neste sítio convoquei alunos de ifes a espalharem cartazes em suas instituições de ensino com a frase "Professor de universidade pública tem seu emprego garantido, independentemente da qualidade de suas aulas." É uma frase simples, excessivamente resumida, mas que retrata um fato importante. Os jovens que atenderam ao pedido foram surpreendidos com manifestações imediatas de extrema intolerância, vindas justamente de professores. Docentes concursados, que viram esses cartazes, simplesmente os arrancaram. Cartazes colados em paredes foram dilacerados. Há pouco espaço para autocrítica nas ifes.

Recentemente recebi convite da revista Sem Fronteiras, da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI) do estado do Paraná, para escrever um artigo. Imediatamente escrevi um texto crítico sobre a educação brasileira. Recebi a resposta de que aquele texto não poderia ser publicado, pois não interessava à SETI criar atritos políticos com demais setores do governo paranaense. Em função desta resposta, escrevi outro artigo, no qual eu criticava o papel do filósofo da ciência nos dias de hoje. O artigo foi publicado na íntegra. Ou seja, criticar filósofos não tem problema. Mas criticar o sistema público de ensino é desaconselhável. E isso ocorreu em uma revista chamada Sem Fronteiras.

Quando propus o presente artigo ao editor Ulisses Capozzoli, a resposta foi imediata: se a Scientific American Brasil publica artigos contendo críticas a universidades dos Estados Unidos e de outros países, por que não criticar universidades brasileiras? Esta é uma postura genuinamente científica. Sem crítica, não se faz ciência e nem educação. Sem crítica, não se sustenta uma instituição de ensino séria e competitiva e, em particular, uma universidade. E os exemplos de negligência dados são igualmente exemplos de falta de crítica.

Professores de física falam de infinitésimos em suas aulas de graduação e pós-graduação, quando modelam fenômenos físicos através de ferramentas do cálculo diferencial e integral. No entanto, o cálculo ensinado nas mesmas instituições não emprega infinitésimos, conceito este fundamental em um estudo avançado conhecido como análise não standard. Professores de cursos de letras, quando lecionam linguística, discutem sobre gramáticas gerativas de Chomsky, sem de fato conhecer teorias de conjuntos, o que torna o estudo sério a respeito do tema simplesmente impossível. E docentes de cursos de filosofia abordam filosofia da ciência sem jamais terem tido qualquer contato com atividades científicas, no sentido estrito do termo. Apesar destes problemas não serem exclusivos das universidades federais, certamente a perpetuação de tamanha ignorância em tais instituições constitui um péssimo exemplo que se propaga em praticamente todas as universidades do país. O próprio Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) considera lógica matemática como especialidade da álgebra, em sua classificação de áreas do conhecimento, demonstrando desconhecer o que é lógica matemática.

O conceito de universidade deve apelar fundamentalmente para uma visão de universalidade, como o próprio nome sugere de forma trivial. Muitas das mais importantes contribuições científicas da história exigiram pesquisas interdisciplinares. A descoberta da estrutura molecular do DNA, por exemplo, somente foi possível graças a aplicações de métodos de ciências físicas em biologia. A própria filosofia da ciência, nos dias de hoje, avançou para muito além das ideias de Karl Popper, autor ainda venerado em graduações brasileiras como uma espécie de líder atual que conduz aos temas mais avançados da metodologia e da epistemologia. O casamento entre filosofia da ciência e métodos avançados de lógica matemática praticamente não é discutido nas salas de aulas de nossas universidades. Enquanto nossos professores universitários em geral ignoram as profundas riquezas da psicologia matemática e das aplicações da teoria matemática das decisões em ciências humanas, entre outros exemplos de interdisciplinaridade, o Brasil continua estagnado perante as nações que tradicionalmente produzem conhecimento científico de alto nível e que, por conta disso, crescem dos pontos de vista social e econômico. Não é por acaso que nossas graduações em engenharias são reconhecidas apenas como cursos técnicos em países europeus.

Fala-se muito da necessidade de valorizar o professor no Brasil. No entanto, os professores do ensino público frequentemente querem impor essa valorização através de greves que reivindicam melhores salários para todos, sem qualquer discriminação. Se docentes desejam honestamente ser valorizados, poderiam examinar certos exemplos que ocorrem em outras categorias profissionais. Médicos, psicólogos, engenheiros, arquitetos e até mesmo corretores de imóveis contam com o apoio de códigos de ética. Professores, porém, não têm qualquer código de ética para estabelecer padrões de qualidade de suas profissões e mecanismos de proteção e punição. Códigos de ética certamente não resolvem de maneira definitiva o problema da valorização profissional. Mas constituem um importante passo, de caráter muito mais meritocrático do que greves. Mas, para isso, seria necessário que os docentes dialogassem com especialistas em ética, cujas competências sejam internacionalmente reconhecidas. Sem diálogo entre diferentes áreas do saber, não há universidade e nem educação.

Para o leitor perceber melhor as origens da incompetência dos professores brasileiros, recomendo a leitura deste artigo de Paula Louzano e colaboradores.

Nos Estados Unidos todas as instituições de ensino superior são pagas, incluindo estaduais e municipais. No Brasil as universidades públicas são gratuitas. Este é um exemplo brasileiro de profunda responsabilidade social. Mas qualquer que seja a realidade educacional e científica de uma nação, sempre haverá problemas graves a serem resolvidos. Portanto, a visão crítica jamais deve deixar de existir. Porém, levando em conta nossa realidade de hoje, fica evidente que ainda não encaramos de frente os problemas mais crônicos e graves.

Há muito tempo o Governo Federal tem investido consideráveis verbas para apoiar pesquisas e expandir vagas em universidades. E graças a iniciativas como a criação de institutos de pesquisa, projetos de convênios internacionais e órgãos de apoio ao desenvolvimento científico e tecnológico, o Brasil conseguiu conquistar um certo reconhecimento internacional em algumas áreas da medicina, matemática e física, para citar umas poucas.

Mas a preocupação principal que deve ser colocada, atualmente, é sobre a estrutura fundamental do ensino superior brasileiro. E o primeiro foco de atenção deve ser voltado às instituições federais de ensino superior, as quais respondem por grande parte da produção científica da nação e estão ao alcance de ações imediatas do Governo Federal. Em alguns rankingsinternacionais, as primeiras universidades brasileiras citadas são duas estaduais de São Paulo. Eventualmente aparecem também nestas listas a Universidade Federal do Rio de Janeiro. Mas suas colocações são sempre modestas. E na rigorosa classificação Shangai, nenhuma instituição brasileira é citada.

A situação econômica do Brasil, bem como seus reflexos sobre a qualidade de vida de cada um de nós, não serão sustentados a longo prazo sem uma revisão drástica sobre os fundamentos de nossa educação e produção científica e tecnológica. Sem ciência e educação, simplesmente não há esperança.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Defrosting Women | Concurso de Tirinhas Femininas

Defrosting Women

Concurso de Tirinhas Femininas Promete Esquentar o Inverno.

Por Juliana Dalla

Tirinha de Thaïs Gualberto

Arte sequencial, comic, gibi, HQ, quadrinhos – a arte de contar histórias através de uma sequência de imagens atende a diversos nomes. Mas embora o mercado de quadrinhos abrace uma pluralidade de terminologias e gêneros de publicação, as mulheres continuam excluídas de uma grande fatia desse mercado, principalmente no Ocidente.

Na opinião da colorista Cris Peter, primeira brasileira a concorrer ao Eisner, o Oscar dos quadrinhos, a predominância de homens no mercado ocidental de HQs se deve ao fato dessa indústria ter como foco a audiência masculina: "Se analisarmos as estratégias de marketing da maioria das editoras e os enredos das histórias, podemos perceber isso. Claro que as mulheres leem quadrinhos, mas elas ainda são uma minoria… Já que existem menos mulheres lendo quadrinhos, existem também menos mulheres conscientes de que trabalhar nessa indústria é possível".

Com o intuito de promover as histórias em quadrinhos feitas por e para mulheres, surgiu o concurso Defrosting Women, promovido pela revista Wave em parceria com o Projeto Inverna, que atua na valorização e divulgação da arte gráfica feminina.

Para abrir o concurso em grande estilo, a Wave conversou com a quadrinista brasileira Paula Mastroberti, editora do Projeto Inverna.


 Você é uma autora premiadíssima, com uma carreira literária e gráfica de sucesso. Seu reconhecimento não seria uma prova de que as mulheres já conquistaram seu espaço no mercado dos quadrinhos?
Paula Mastroberti: Sou premiada como escritora e ilustradora em literatura juvenil, gênero que não cria muitos problemas com mulheres. Como quadrinista, acho que nós, autoras gráficas, estamos apenas começando a conquistar um espaço.

 Por que ainda existem poucas mulheres atuando como quadrinistas? 
Paula Mastroberti: Acho que não existem poucas autoras, existe é pouca visibilidade! As mulheres nunca são lembradas na área artística e cultural, porque nossa história ainda é contada do ponto de vista masculino.

Acho que não existem poucas autoras, existe é pouca visibilidade!

 Mesmo com super-heroínas dominando as páginas de séries como Mulher-Maravilha e Elektra, o público que consome esse tipo de história é predominantemente masculino. Por que isso acontece? 
Paula Mastroberti: Porque a maior parte dos quadrinhos industriais ocidentais são produzidos visando este público: não criam identidade com as leitoras. Entretanto, no oriente, os quadrinhos têm enorme público feminino, como se sabe. E por isso acabaram levando a fatia feminina do ocidente também.

 O nome do concurso, Defrosting Women, foi idealizado pelo Projeto Inverna. Existe algum significado por trás do título escolhido para representar a premiação? 
Paula Mastroberti: Foi um nome pensado por Juliana Dalla, colaboradora da Wave e que faz parte do time do Projeto Inverna, baseado no título do website Women in Refrigerators, criado por Gail Simone para listar personagens femininos dos quadrinhos mortas ou assassinadas de modo indigno ou humilhante, em oposição aos personagens masculinos, cuja morte é sempre heroica.

 Qual a importância de um concurso como esse para o mercado editorial dos quadrinhos? 
Paula Mastroberti: Ações como concursos ou publicações especializadas, como a Revista Inverna, ao abrir espaço para as autoras gráficas, destacam-nas e contribuem para com a divulgação do seu trabalho. Pelo menos é isso o que esperamos.

Tema: Livre

Normas de seleção:

1. Serão aceitas histórias gráficas originais e de autoria própria, contadas em até 3 quadros. Textos, quando houver, deverão estar em língua inglesa e/ou portuguesa.

2. Os trabalhos devem ser criados por mulheres brasileiras maiores de 16 anos, residentes no Canadá ou no Brasil. Para menores 18 anos, é preciso autorização por escrito dos pais, que deve ser enviada juntamente com a tirinha.

3. Cada autora poderá inscrever até dois trabalhos.

4. Apenas serão avaliadas tirinhas enviadas em formato PDF. Os trabalhos devem ser submetidos para os e-mails invernahq@gmail.com e brazwave@yahoo.ca. O prazo para envio dos trabalhos vai até o dia 1o de março de 2013.

5. Juntamente com suas tirinhas, as participantes devem enviar informações de contato, nome completo, idade, país de residência e minibiografia.

6. A autora da tirinha vencedora será contatada por e-mail. A partir da data de envio do comunicado, a autora terá até quatro dias úteis para enviar o material em formato e resolução especificados pela equipe editorial da revista Wave. Dentro desse prazo, a autora também deverá conceder uma entrevista à revista, bem como fornecer documentos que comprovem sua idade e seu local de residência, caso necessário.

7. Ao participar do concurso, as participantes concordam com todas as regras referentes tanto à seleção dos trabalhos quanto à divulgação da tirinha vencedora.

Prêmio: A tirinha vencedora será publicada na edição 46 da revista Wave, juntamente com uma entrevista concedida pela autora da obra. Um exemplar da edição 46 da revista será enviado à vencedora como cortesia.

2º Congresso de Literatura Fantástica de Pernambuco


Livro das Mil e Uma Noites é tema do 2º Congresso de Literatura Fantástica de Pernambuco

 

Tendo como temática principal o Livro das Mil e Uma Noites, o 2º Congresso de Literatura Fantástica de Pernambuco (CLIF-PE) acontece no mês de março, do dia 5 a 8, nos Centros de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH) e de Artes e Comunicação (CAC). O evento conta com palestras, conferências, atividades artísticas e culturais, além da presença de Mamede Mustafá Jarouche, pesquisador e professor de literatura árabe da USP que lançará o quarto e último volume da tradução direta do árabe do Livro das Mil e Uma Noites. O professor Mamede Mustafá é o autor da primeira tradução direta dos manuscritos árabes para a língua portuguesa.

As inscrições são gratuitas e são feitas pelo email segundoclif@gmail.com até o dia 24 deste mês, com nome completo, instituição, endereço, CPF e contato telefônico. O evento ainda conta como 1º Salão de Arte Fantástica de Pernambuco, que será uma exposição de caráter competitivo de artes plásticas, com mostras de fotografias e curtas-metragens inéditos e lançamentos de livros.

Mais informações
2º Congresso de Literatura Fantástica de Pernambuco
segundoclif@gmail.com
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CHARGE DE LAILSON


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

A Bolha Especulativa dos Quadrinhos


A Bolha Especulativa dos Quadrinhos


Matéria publicada originalmente no site fanboy.com.br em 2007 e republicada no Splash Pages por guilhermesmee

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O escritor escocês Mark Millar, perito em criar polêmicas, vem defendendo uma teoria de que a indústria de quadrinhos vive de ciclos. Esses ciclos se dariam em altos e baixos, que variam de dez em dez anos. Para exemplificar, vejamos um pouco da história dos comics norte-americanos: a indústria teve seu boom nos anos 40, quando apoiados na Segunda Guerra Mundial, os gibis venderam milhões de cópias. Depois, na década de 50, com a perseguição aos quadrinhos, a indústria sofreu um declínio. Nos anos 60 se viu renovar a indústria com a chegada da Marvel, na década de 70 com a onda de cancelamentos que ficou conhecida como "Implosão da DC", os comics voltaram a cair. Alan Moore e Frank Miller deram um novo fôlego às revistas na década de 80, e a bolha especulativa levou a Marvel à bancarrota nos anos 90, caracterizando o último ponto baixo da história dos comics.

Pouca gente sabe, ou se deu conta do que aconteceu naquela época com o comércio de quadrinhos. Para podermos entender "a bolha" e seus efeitos precisamos voltar até a década de 80 mais precisamente ao ano de 1986, que transformaria a indústria dos quadrinhos, para o bem e para o mal.

Gente como Moore e Miller vinham obtendo uma incrível resposta de seus leitores em Monstro do Pântano e Demolidor, redefinindo a mitologia destes personagens e suas relações com seu mundo. Naquele ano, estes artistas lançavam suas obras máximas — Watchmen e Batman: O Cavaleiro das Trevas — que retratavam os heróis de uma forma mais obscura, que desenvolviam sua relação consigo mesmo e com o que representavam e seu desajuste com o mundo.

Foi um ano recheado de criatividade, originalidade e de criação de novos paradigmas para os quadrinhos, pois junto a Watchmen e O Cavaleiro das Trevas, foram publicadas obras como Maus, ganhadora, anos depois, do Pulitzer e a Queda de Murdock, pelo mesmo Miller. Aquele ano também via surgir uma nova editora de quadrinhos, a Dark Horse Comics, focada em quadrinhos de autor que trouxe trabalhos como Concreto, de Paul Chadwick.

Em poucos anos, a indústria dos comics teve um boom, os preços de venda e de edições atrasadas aumentaram, editores viam a si mesmos assinando cheques com seis dígitos, muitas pessoas passavam a encarar os quadrinhos com outros olhos, como uma mídia aceita, como se comprar gibis tivesse a mesma relevância social que comprar CDs. As revistas eram reunidas em edições de luxo e passavam a ter o nome graphic novels, cunhado pelo mestre Will Eisner. Os escritores destes trabalhos eram chamados para dar entrevistas e eram tratados como qualquer outro escritor de romances. Longos artigos discutiam o status icônico do Superman ou o significado de Batman, que quebrava recordes de bilheteria no cinema com o filme de Tim Burton. Fãs ávidos, novos leitores, e um patamar literário melhoraram o status das HQs.

De aproximadamente 1985 a1993 a especulação nos quadrinhos estava em seu auge. Alguns dos principais jornais dos Estados Unidos noticiaram que comprar comics era um bom investimento e rapidamente muitas pessoas estavam comprando centenas de quadrinhos que achavam que poderiam ser valiosos no futuro.

Durante este tempo, primeiras aparições de personagens, como Action Comics#1 e Incredible Hulk #181, passaram a valer centenas de milhares de dólares. Mortes e reformulações de super-heróis estavam na ordem do dia, e todas elas tinham um enorme valor especulativo e um grande potencial de lucros. A Morte do Superman foi notícia mundial e esquentou os motores especulativos, no Brasil foi notícia no Jornal Nacional e tema de redação de vestibular em um faculdade do Rio de Janeiro.

Tanto as grandes editoras como as pequenas companhias expandiram suas linhas para que suportassem um número cada vez maior de números 1. Alguém se lembra da Malibu, especializada na colorização digital?

Nos final dos anos oitenta desenhistas como Jim Lee e Todd McFarlane haviam se tornados grandes astros dos quadrinhos, pois seus trabalhos nas revistas eram sinônimo de lucro certo para as editoras. Para se ter uma idéia, Spider-Man #1, desenhada por Todd McFarlane, vendeu 2 milhões de cópias nos EUA e  X-Men #1, desenhada por Jim Lee, vendeu 8 milhões de exemplares, configurando no maior recorde do mercado de quadrinhos até hoje.

Revoltados por não receberem uma boa porcentagem nas vendas desta revistas, Lee, McFarlane e outros cinco artistas fundaram a Image Comics, famosa na época por priorizar as imagens sobre o enredo. Quando os fundadores da Image anunciaram que estavam abrindo um novo negócio e que logo estariam lançando uma nova linha de comics, se formou um grande alvoroço na indústria dos comics e além. A revista sobre finanças Barron's escreveu um artigo sobre e o ocorrido e a rede de TV americana CNN noticiou o acontecimento. Youngblood #1, de Rob Liefeld, vendeu mais de um milhão de cópias. A Image acabou absorvendo 15% do mercado da Marvel.

Na época que os criadores da Image romperam com a Marvel, a companhia (e também a rival, DC Comics) haviam começado a comercializar as famosas "edições limitadas": revistas com capas variantes, sacos plásticos especiais, gimmicks (incluíndo capas metalizadas, hologramas. hot stamp e relevo seco) e brindes (como os trading cards), para estimular o interesse entre os leitores e colecionadores, dessa maneira alimentavam e faziam crescer a bolha especulativa.

Desde o começo, os quadrinhos da Image não eram comprados apenas pelos leitos, mas também pelos colecionadores-especuladores, que adquiriam diversas cópias de cada edição para garantir seu investimento.

A revista Wizard era a principal referência para o bom especulador: publicava listas de Top 10 revistas, artistas e escritores, a seção Market Watch, que mostrava não só as variações de preços das revistas ocorridas no passado como também previa o que aconteceria no futuro, e o guia de preços dos quadrinhos que trazia listas e listas de antigas publicações e destacava se a revista era ou não um "hot comic". Além disso, se focava no leitor de quadrinhos jovem e iniciante.

Conforme John Davis relata em uma edição do The Comics Journal: "A Wizard era o grande fator no mercado especulativo. Transformava gibis em sensações do momento e mostrava-os como sendo incríveis, para colecionar e investir, e teve sua ascensão no grande boom que tivemos em 92 e 93, quando todos os jovens leitores vinham e liam Wizard. A revista era direcionada exatamente para eles, e dizia exatamente o que queriam ouvir, que era um grande investimento em potencial comprar aqueles novos gibis".

Novos uniformes e versões alternativas dos heróis surgem para vender mais bonecos, fazendo crescer não apenas a especulação dos gibis mas também  do mercado de action figures, das quais Todd McFarlane é um grande produtor.

Mas então, o que deu errado?

Um dia a distribuição dos quadrinhos da Image começou a atrasar. Todd McFarlane, em meio a reuniões com fabricantes de bonecos e produtores de filmes foi forçado a publicar edições com artistas e histórias tapa-buracos para preencher o vazio deixado por ele próprio. E isso começou a acontecer também com as revistas de outros artistas.

A venda de gibis americana acontece em maior porcentagem pela venda direta, ou seja, as comic shops encomendam as revistas conforme o número de pedidos dos consumidores. A Image começou a atrasar no lançamento de novas edições, e suas solicitações (a lista de revistas a serem lançados pela editora em determinado mês) demoraram a refletir esta situação, causando uma instabilidade no nível dos varejistas. No momento em que determinados gibis chegavam às prateleiras, os fãs já haviam perdido interesse naquilo que haviam solicitando anteriormente através do serviço de encomendas das comics shops. Em abril de 1993, apenas dois dos treze títulos da Image chegavam às lojas mantendo a programação.

O derradeiro movimento do mercado especulador foi uma minissérie chamada Deathmate, um crossover cheio de capas variantes entre os personagens da Image e os personagens da Acclaim. Enquanto à princípio a série capturou a atenção dos prováveis compradores, o seu lançamento muitos meses depois da data prevista, fez com que a agitação ao redor de sua compra havia evaporado por inteiro, deixando os varejistas com plihas e pilhas de revistas estocadas, que serviam, no máximo, para sentar-se sobre elas.

Além dos fatores internos do mercado, havia uma crescente competição pelo dinheiro de adolescentes e jovens adultos por parte dos jogos de computador, home vídeos e outros tipos de revistas segmentadas para este público.

Outra razão para o murchamento do mercado foi a existência de poucos quadrinhos tão bons quanto Watchmen e Cavaleiro das Trevas, e era disto que aqueles novos leitores teriam vindo atrás. Foi naquela época que surgiram muito dos quadrinhos do tipo "Grim 'n' Gritty", numa tradução ao pé da letra, cruéis e raivosos, que vinham na esteira das obras de Moore e Miller de uma maneira mal-interpretada, cujos parâmetros assemelhados eram apenas superficiais. A criatividade estava em falta naqueles dias, pois os editores só buscavam fatores que alavancassem as vendas como mortes, transformações, novos personagens e novas formações de equipes. E veio a recessão.

Aqueles que se tornaram "profissionais da especulação" acabavam vendendo seu comics apenas para outros especuladores. Na verdade, poucos comics do início dos anos 90 mantiveram seu valor especulativo, com mais de 10 milhões de cópias produzidas para certos títulos, seu valor quase desapareceu. Revistas como X-Men #1 e Youngblood #1, considerados valiosos na época, podem ser encontrados por menos de um dólar hoje em dia.

A especulação atingiu seu colapso entre 1993 e 1997. Dois terços das comics shops da época fecharam e vários editores foram demitidos. Numa jogada para manejar suas dívidas e devido a disputas internas entre os acionistas, a Marvel Comics declarou falência em 1997.

As séries A Morte do Superman e A Queda do Morcego também podem ser ligadas às causas do fim do mercado especulador, porque muitos especuladores que não eram leitores habituais de quadrinhos achavam que aí se acabariam as séries dos dois super-heróis. Como a  maioria dos leitores sabe, pouca coisa é definitiva nas séries regulares de super-heróis.

A bolha implodira e não se podia juntar seus restos. Desde 1997 o alto valor dos gibis do início da década de 90 caíram quase 90%. Atualmente, o hype sobre os comics se dá quando uma grande companhia promove mudanças em seus personagens, grandes escritores ou artistas se envolvem em novos projetos, ou pelo buzz envolvendo a transposição da obra para outras mídias como cinema e televisão.

Os únicos lugares que se tornaram bastiões para o mercado especulador são os sites de leilões on-line, como o e-Bay e, no Brasil, o Mercado Livre. Os quadrinhos considerados raros hoje em dia são os comics originais da Era de Ouro, com poucas cópias, diferenciando-se das grandes tiragens dos "hot comics" da década de 90.

Com as várias adaptações de quadrinhos para o cinema, segundo Millar, hoje a indústria de quadrinhos se vê novamente em um ponto alto. O escritor diz que ainda veremos a indústria crescer mais e melhorar muito: "Ciclos econômicos são coisas vivas, e a história nos mostrou que eles são tão incontroláveis quanto as marés", Ainda é cedo para avaliar o impacto de obras recentes dos quadrinhos. Teremos que esperar mais dez anos para poder decifrar quais serão os Watchmen e Cavaleiros das Trevas dos anos 2000, e estar preparados para um novo baque na indústria em 2010.

Marca de Fantasia - Espedito




O paraibano acaba de lançar sua revista com o personagem Espedito. São tiras que abordam o mundo da burocracia com muito bom humor. 
Confiram a resenha no sítio da editora: http://marcadefantasia.com/ 



segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

"1º Prêmio ANIME SANCA FEST de Histórias em Quadrinhos"!

"1º Prêmio ANIME SANCA FEST de Histórias em Quadrinhos"!

O Anime Sanca Fest, maior evento de Animes, Mangás e cultura Otaku de São Carlos-SP e região, acaba de criar, em sua edição de 2013, o Prêmio "Anime Sanca Fest de Histórias em Quadrinhos"!
O concurso tem como objetivo incentivar e premiar artistas que produzem histórias em quadrinhos de maneira independente!
O concurso dará, ao todo, 500 reais em dinheiro, alguns produtos e um troféu como premiação! Além disso a História em Quadrinhos vencedora será publicada em uma revista de quadrinhos produzida pelo Estúdio Lucidi em São Carlos, na edição de maio de 2013
 
Confira abaixo todos os detalhes do Prêmio:

O artista poderá enviar até duas histórias em quadrinhos fechadas, de 10 páginas cada, com começo, meio e fim (One-shot). A arte pode ser desenvolvida com qualquer estilo gráfico (cartum, mangá, super-heróis e etc.), e a história deverá ter como público alvo crianças e adolescentes de até 16 anos.
O gênero da história poderá ser comédia, romance, ação, aventura, suspense e qualquer outro que entretenha o público alvo do concurso.
-Qualquer desenho que possa ferir a ética, a moral e principalmente faça menção preconceituosa de qualquer natureza, será automaticamente desclassificada.
QUEM PODE PARTICIPAR
- O concurso é aberto para quadrinistas, profissionais ou não, de todas as idades.
- Menores de 18 anos só poderão se inscrever com autorização do responsável. Os dados e assinatura do responsável deverão ser anexados junto com a ficha de inscrição do participante.
INSCRIÇÕES
As inscrições são gratuitas. Os participantes devem preencher uma ficha de inscrição com todos os dados pedidos e enviá-la, juntamente com as páginas de sua história em quadrinhos, através do email animesancahq@gmail.com  , no período de 04/02/2013 (quatro de fevereiro de dois mil e treze) até 05/04/2013 (cinco de abril de dois mil e treze). Confira a ficha de inscrição clicando AQUI!
Cada participante poderá inscrever até 02 (duas) obras para o concurso!
As páginas dos quadrinhos participantes devem ser scanneadas e enviadas para o nosso email. Elas podem ser enviadas em formato JPEG separadamente, desde que cada página seja numerada corretamente, ou juntas em PDF!
REGRAS
As histórias em quadrinhos serão avaliadas com notas de 0 (zero) à 10 (dez) em 4 quesitos. São eles:
- 01 DESENHO:
O desenho deverá ter uma arte original e o estilo gráfico do artista tem que estar impresso nos personagens e no cenário.
Será avaliada a composição geral da arte- final, os traço deverão manter uma continuidade no decorrer da história.
-02 CRIATIVIDADE:
Será julgada a originalidade, onde qualquer um dos gêneros escolhidos pelo artista deverá mostrar algo diferente do convencional, algo que surpreenda os jurados.
-03 PERSONAGENS:
Devem ser originais, combinar com o estilo gráfico do artista. O personagem também deverá agir de acordo com o psicológico proposto, ter atitudes coerentes com sua personalidade.
-04 ROTEIRO:
A história deverá ter uma boa narrativa que guie o leitor através das imagens.
Critério de desempate
Em caso de empate na somatória das notas, a classificação final será determinada pelas notas dos seguintes quesitos:
- Primeiro: Desenho
- Segundo: Criatividade
-Terceiro: Roteiro
- Quarto: Personagem
JURADOS
Os trabalhos serão avaliados pelos profissionais do Estúdio Lucidi, por uma banca composta de três jurados técnicos e mais dois convidados.
Para garantir a seriedade do concurso, o Anime Sanca Fest irá divulgar os nomes dos participantes da banca somente no dia do evento.
PREMIAÇÃO
Será entregue R$ 300,00 (Trezentos Reais) + troféu, ao primeiro colocado e 2 menções honrosas no valor de R$100,00 (Cem Reais) cada.
 O prêmio será entregue dia 21 no evento ANIME SANCA FEST 2013, caso o ganhador não puder comparecer, o prêmio será depositado em sua conta.
A hq vencedora será publicada em uma revista produzida pelo Estúdio Lucidi, na edição de maio de 2013. O ganhador deverá estar ciente de que deverá ceder os direitos de imagem e publicação dessa obra. O artista não perderá os direitos dos personagens e título da história, se quiser ele poderá fazer outras histórias com seus personagens, usando o mesmo título, após o concurso!
 
Mais informações Acesse: http://premioanimesancafest.blogspot.com.br/