quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

II Concurso de Cartum Universitário

inscrições até 30 de abril

Interessados em participar do II Concurso Luso-Brasileiro de Cartum Universitário, promovido pela Intercom e pelo Museu Nacional de Imprensa, da cidade do Porto, Portugal, devem se inscrever até 30 de abril. Podem participar estudantes de graduação e de pós-graduação do Brasil e de Portugal. No total, são quatro categorias: charge, cartum, tiras em quadrinhos e caricaturas.
Todos os trabalhos devem ser remetidos através da Internet, conjuntamente, para os seguintes endereços eletrônicos www.intercom.org.br e www.museudaimprensa.pt. No site da Intercom, a submissão é através do e-mail cartum.intercom@gmail.com .
Um júri formado por sócios da Intercom e indicados pelo Museu Nacional de Imprensa avaliarão os trabalhos, considerando como critérios originalidade, humor, qualidade plástica e atualidade.
A divulgação dos finalistas acontecerá no mês de junho, e a entrega solene dos prêmios será realizada durante o Congresso Nacional da Intercom, que será em Fortaleza (CE), no mês de setembro. Na primeira edição, foram inscritos 94 trabalhos, que agora podem ser vistos através dos sites das entidades promotoras do concurso.

Interessados em participar do II Concurso Luso-Brasileiro de Cartum Universitário, promovido pela Intercom e pelo Museu Nacional de Imprensa, da cidade do Porto, Portugal, devem se inscrever até 30 de abril. Podem participar estudantes de graduação e de pós-graduação do Brasil e de Portugal. No total, são quatro categorias: charge, cartum, tiras em quadrinhos e caricaturas. 

Todos os trabalhos devem ser remetidos através da Internet, conjuntamente, para os seguintes endereços eletrônicos www.intercom.org.br e www.museudaimprensa.pt. No site da Intercom, a submissão é através do e-mail cartum.intercom@gmail.com .

Um júri formado por sócios da Intercom e indicados pelo Museu Nacional de Imprensa avaliarão os trabalhos, considerando como critérios originalidade, humor, qualidade plástica e atualidade.

A divulgação dos finalistas acontecerá no mês de junho, e a entrega solene dos prêmios será realizada durante o Congresso Nacional da Intercom, que será em Fortaleza (CE), no mês de setembro.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Professor Visitante e Chamada de Artigos


Disponibilizado novo edital do Programa Professor Visitante do Exterior da CapesCom informações da Assessoria de Comunicação da Capes
A Capes divulgou recentemente o edital n° 5/2012 para o Programa Professor Visitante do Exterior (PVE). O novo edital do programa tem fluxo contínuo e permite a vinda de professores estrangeiros para períodos de, no mínimo, 15 dias e, no máximo, 12 meses, para instituições de ensino superior e centros de pesquisa brasileiros. As inscrições podem ser realizadas até o dia 28 de dezembro de 2012.

A seleção objetiva incentivar a realização de visitas de curta, média e longa duração a instituições                    brasileiras de professores e pesquisadores atuantes no exterior cuja formação e experiência profissional representem uma contribuição inovadora para cursos de doutorado brasileiros.

Estão aptas a apresentar proposta programas de pós-graduação (doutorado) de instituições de ensino superior (públicas e privadas sem fins econômicos) e institutos e centros de pesquisa e desenvolvimento públicos brasileiros.

São itens financiáveis no âmbito do programa bolsas de estudo e pesquisa com prazo de implementação e duração; auxílio-instalação para professores estrangeiros que não residam ou não tenham residido no Brasil nos últimos seis meses; e passagem aérea internacional.





Aberta chamada de artigos para a Revista Brasileira de Estudos da Canção
Já está aberta a chamada de artigos para o número 2 da Revista Brasileira de Estudos da Canção (RBEC). A publicação online é semestral e destina-se a estudos na área de Música Popular. O objetivo é congregar professores e alunos de graduação e de pós-graduação para sessões de discussão de textos, exibição de documentários e audição de gravações, tendo como denominador comum a Música Popular, qualquer que seja a origem ou a época.

É editada pelo presidente da Revista, Lauro Meller, professor de Práticas de Leitura e Escrita na Escola de Ciências e Tecnologia da UFRN, doutor em Letras pela PUC-Minas e músico, pelo doutor em letras e poeta Roberto Bozzetti, pelo compositor, arranjador e escritor Carlos Almada e pelo PhD em Música Popular Mike Brocken.

Toda correspondência virtual para a Revista deve ser enviada para: estudosdacancao@gmail.com.As publicações devem seguir as normas exigidas pelo corpo editorial da RBEC. Os interessados em conhecer as regras e obter mais informações sobre a Revista é só acessar o site.

Copiado do prees release (email) da ASCOM da UFPE.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Concurso Internacional de BD

2º CONCURSO INTERNACIONAL DE BANDA DESENHADA* AVENIDA MARGINAL “Sede de Criar!”
* História aos Quadradinhos, História em Quadrinhos, Comics, Fumetti, Tebeos...

1. INTRODUÇÃO
O Concurso Internacional de BD Avenida Marginal, agora na sua segunda edição, é uma iniciativa que fomenta a criatividade e o intercâmbio cultural.
É dirigido a todos os cidadãos portugueses interessados pela arte da Banda Desenhada (HQ) e este ano, também a todos os cidadãos brasileiros e dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).
Pretende-se que o grande sucesso obtido na primeira edição do concurso em 2009, especialmente a nível da qualidade dos trabalhos, alargue as suas fronteiras geográficas e culturais, abrangendo os países irmãos de língua portuguesa.
O atual contexto em que se procura a convergência linguística entre os vários países através do acordo ortográfico, bem como um cada vez maior fluxo de informação e conteúdos culturais, legitima a abertura do concurso à internacionalização.
Todos os trabalhos redigidos em português serão aceites, mesmo os que ainda não façam uso das novas regras.
O tema desta edição é livre, de forma a estimular a criatividade no ato de contar uma história. Encoraja-se o recurso ao desenho e/ou outras técnicas de expressão artística analógica ou digital (ex.: fotografia, pintura, etc.).
Os concorrentes são desafiados a contar uma história, um momento, um pensamento, um conceito ou uma tradição, recorrendo a uma única prancha (página).
Os trabalhos selecionados farão parte de uma exposição coletiva que irá ter lugar a partir do dia 16 de Junho de 2012, na Fundação Marquês de Pombal (Palácio dos Aciprestes), em Linda-a-Velha, concelho de Oeiras.

2. OBJETIVOS DO CONCURSO
a) Dinamizar a cultura da BD (HQ) no panorama nacional.
b) Promover a expressão artística.
c) Divulgar autores de BD (HQ) nacionais e internacionais.
d) Promover o intercâmbio artístico-cultural entre Portugal, o Brasil e os PALOP.
e) Fortalecer hábitos de leitura, em particular de BD (HQ).


3. DESTINATÁRIOS
a) Autores de nacionalidade portuguesa.
b) Autores de nacionalidade brasileira e nacionais de países africanos lusófonos (Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, São Tomé e Príncipe).

4. ESCALÕES ETÁRIOS
a) Ao primeiro escalão poderão concorrer todos os autores maiores de idade (com idade igual ou superior a 18 anos).
b) Ao segundo escalão poderão concorrer todos os autores com idades compreendidas entre os 10 anos (inclusive) e os 17 anos.

5. ENTREGA DO TRABALHO
a) Os trabalhos deverão ser remetidos para bd.avenidamarginal@sapo.pt
b) Os trabalhos deverão ser enviados até ao dia 29 de Abril de 2012.

6. PRÉMIOS
a) PRÉMIOS PRIMEIRO ESCALÃO/ AUTOR DE BD (HQ)
Os Prémios Autor de BD serão atribuídos aos autores selecionados pelo júri entre todos os participantes nacionais e internacionais com idade igual ou superior a 18 anos.
1) O primeiro Prémio Autor BD, o segundo Prémio Autor BD e o terceiro Prémio Autor BD, no primeiro escalão (maiores de 18 anos), serão oferecidos pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias de Lisboa sobre a forma de desconto de 100%, 75% e 50% nas propinas de um dos seus cursos de especialização tecnológica (CET), licenciatura ou mestrado na área técnico-artística.
2) Os vencedores no escalão de adultos serão publicados no galardoado Fanzine Venham+5, editado pela Bedeteca de Beja.
b) PRÉMIO SEGUNDO ESCALÃO/ JOVEM AUTOR DE BD (HQ)
O Prémio Jovem Autor BD será atribuído ao autor selecionado pelo júri entre os participantes nacionais e internacionais com idades compreendidas entre os 10 e os 17 anos.
O vencedor do escalão jovens autores receberá a coleção de fanzines da Bedeteca de Beja.
c) PRÉMIO PARTICIPAÇÃO
Os trabalhos selecionados (em ambos os escalões) participarão numa exposição coletiva na Fundação Marquês de Pombal.
Observações:
1. Se o júri assim o entender poderá atribuir Menções Honrosas.
2. O júri reserva-se ao direito de não atribuir prémio, se entender que os trabalhos não são qualificáveis.
3. São aceites trabalhos individuais e coletivos desde que respeitem os escalões etários.
4. Conta a idade do autor na data em que envia o trabalho a concurso.

7. EXPOSIÇÃO COLETIVA/ PUBLICAÇÃO NO SITE
a) A organização responsabiliza-se pela divulgação da exposição.
b) A organização responsabiliza-se pela seleção e impressão dos trabalhos que farão parte da exposição coletiva.
c) Todos os trabalhos selecionados serão publicados no site oficial do concurso numa edição virtual.

 8. SOBRE O TRABALHO
a) O tema é livre.
b) Cada trabalho deve ser constituído por uma única prancha em formato A4 ou A3.
c) Cada concorrente pode entregar mais do que um trabalho.
d) Os concorrentes deverão indicar o nome, a idade, a nacionalidade, o seu contato e morada de residência no corpo do e-mail, anexando o trabalho à mensagem.
e) O trabalho deverá obrigatoriamente incluir, em anexo, a cópia de documento de identificação (Bilhete de Identidade, Cédula Pessoal ou Passaporte).
f) Nos projetos coletivos os concorrentes deverão enviar as informações e documentos de todas as pessoas envolvidas no mesmo e-mail.
h) Serão excluídas pranchas que contenham erros ortográficos.
i) O júri aceita trabalhos inéditos e trabalhos publicados.

9. IMPOSIÇÕES E ACONSELHAMENTOS TÉCNICOS
a) O ficheiro deverá ser enviado em formato JPEG (*.JPG; *.JPE) ou PDF.
b) O ficheiro (em formato JPEG ou PDF) poderá ser comprimido em ficheiro .RAR ou .ZIP.
c) Aconselha-se que o ficheiro tenha 300 DPI’s de resolução.
d) A prancha poderá ter o número de vinhetas que o autor desejar.
e) O trabalho poderá ser realizado a cores ou a preto e branco.
f) O trabalho (prancha) deverá ter a dimensão de um A4 ou de um A3.
g) No caso de trabalhos produzidos analogicamente dever-se-á digitalizar o mesmo, tendo em atenção que se deve optar pela resolução de 300 DPI's na digitalização (scanner).

10. CRITÉRIOS DE APRECIAÇÃO
a) Criatividade; b) Expressão plástica; c) Qualidade gráfica; d) Originalidade; e) Narrativa

11. JÚRI DO CONCURSO
A seleção será realizada por um júri constituído pelos seguintes elementos:
Paulo Monteiro Diretor do Festival Internacional de BD de Beja e da Bedeteca de Beja.
Susa Monteiro – Autora de Banda Desenhada e corresponsável da Bedeteca de Beja.
Geraldes Lino – Editor de Banda Desenhada, dinamizador da Tertúlia de BD de Lisboa, blogger do www.divulgandobd.blogspot.com
Maristela – Responsável pela Gibiteca de Curitiba, Brasil.

12. FASES DE SELEÇÃO E RESULTADO DO CONCURSO
a) Todos os trabalhos submetidos a concurso serão avaliados pelo Júri.
b) Os resultados do concurso serão publicados no dia 15 de Maio no sítio oficial da web do concurso (www.concursobdavenidamarginal.blogspot.com), onde figurarão os nomes dos concorrentes vencedores e respetiva nacionalidade.
c) Caberá ao júri preencher as possíveis lacunas deste regulamento.
d) Das decisões do júri não haverá recurso.
e) Todos os concorrentes assumirão o compromisso de conhecer e cumprir o presente regulamento, bem como de acatar as decisões da entidade promotora responsável pelo planeamento, coordenação e direção do concurso e do júri.

13. ORGANIZAÇÃO DO CONCURSO
Flávia Carvalho – Professora no Instituto Superior de Artes, Design e Marketing de Lisboa.
Marco Silva – Professor no Instituto Superior de Beja. Integra a equipa multidisciplinar do Laboratório de Arte e Comunicação Multimédia (www.lab-acm.org).
Paulo Fino – Investigador na área da poética e da estética cinemática e audiovisual.







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 MAIS INFORMAÇÕES
bd.avenidamarginal@sapo.pt
www.facebook.com/avenidamarginal

12ª FEIRA HQ (PI)

 REGULAMENTO E FICHA DE INSCRIÇÃO

Evento patrocinado pelo BNB e BNDES. Com apoio do Governo do Estado do Piauí.
Obs: A ficha de inscrição está disponível aqui

Da natureza do evento

01. A 12ª Feira HQ é um evento que se propõe incentivar a produção de Histórias em Quadrinhos (HQs) no Brasil.

02. Os candidatos podem se inscrever em sete categorias competitivas: 01) História em Quadrinhos; 02) Desenho para Quadrinhos; 03) Roteiro para Quadrinhos; 04) Ilustração; 05) Publicação Alternativa; 06) Ilustração Infantil; 07) Melhor Cosplay.

Da Categoria Histórias em Quadrinhos

03. As HQs encaminhadas podem ser originais ou fotocópias coloridas. Tema livre. O trabalho enviado poderá ser produzido originalmente em qualquer formato, mas padronizado em tamanho A3 para exposição, com margens de pelo menos 3cm.

04. A HQ deverá ter um máximo de 08 páginas, arte-finalizadas com qualquer técnica, preto-e-branco ou colorida.

05. Inscrevendo um trabalho nesta categoria, os inscritos concorrem automaticamente nas categorias: Desenho para Quadrinhos e Roteiro para Quadrinhos.

Da Categoria Ilustração

06. A Ilustração poderá ser colorida ou preto-e-branco, sendo válidas quaisquer tema, técnica e estilo. Podem ser originais ou fotocópias coloridas. Tema livre. O trabalho enviado deverá ter formato padrão “A3”, com margens de pelo menos 3cm, mas poderá ser produzido originalmente em qualquer outro formato. Exclui-se da categoria fotomontagens, colagens ou modelagens ou qualquer outro que fuja do conceito inicial de “desenho”.

Da Categoria Publicações Alternativas

07. A Publicação Alternativa deverá ser sobre/com HQ e conter, no mínimo, 16 páginas, em qualquer formato impresso, preto-e-branco ou colorido. Podem concorrer todos os Fanzines ou Revistas Alternativas produzidos em 2011 e 2012.

08. Por Revista Alternativa, entende-se: publicação independente ou não, que proponha obras autorais e/ou fora do mercado editorial. Por Fanzine, entende-se: revista do fã.

09. Para inscrição na categoria Publicação Alternativa, cinco cópias devem ser doadas à organização. Além dessas, o concorrente deverá apresentar, no mínimo, 10 exemplares do título à venda durante toda a 12ª edição da Feira HQ.

10. Caso não estejam as cópias presentes no evento desde o primeiro dia, o concorrente será eliminado. Se o concorrente não puder comparecer ao evento deverá encaminhar suas Publicações à organização, com carta em anexo (registrada e com aviso de recebimento) informando a quantidade e seu valor. No final do evento, será entregue ao inscrito a quantia correspondente à venda das mesmas (deduzido 20% do valor para o NQ) e serão devolvidas as restantes (via PAC à cobrar), caso não sejam vendidas todas.

Das categorias Infantil

11. Candidatos com idade até 10 anos completos até o final do prazo de inscrição do evento poderão participar da categoria Ilustração Infantil.

12. Os trabalhos inscritos nas categorias Ilustração Infantil deverão seguir as mesma regras estabelecidas no artigo nº 06.

13. Caso o concorrente não possua CPF e/ou RG, as inscrições deverão ser feitas com a assinatura e dados dos pais ou responsáveis.

Da Categoria Cosplay

14. São considerados válidos Cosplays de personagens originados em qualquer tipo de mídia desenhada, filmada ou de jogos.

15. É vetada a participação e representação de personagens originalmente de obras pornográficas/hentai como medida de segurança para menores de idade e participantes em geral.

16. É terminantemente proibido o porte de explosivos, armas de fogo e armas brancas, mesmo réplicas. Apenas objetos que não representem perigo para os presentes no evento serão permitidos. O porte do objeto dará ao evento a autoridade da barrar o visitante na entrada e recolher o objeto ao guarda-volumes, tendo o visitante o direito de retirá-lo no final do evento.

17. É proibido pular do palco ou atirar objetos para fora dele durante a apresentação.

18. O cosplayer se responsabiliza pela integridade de aparelhagem e acessórios do evento quando em seu poder durante a apresentação ou enquanto estiver no evento.

19. O cosplayer que não estiver presente, quando de sua apresentação, será imediatamente desclassificado.

20. O participante deverá respeitar o tempo limite de sua apresentação, sendo este de 5 (cinco) minutos.

21. Esta categoria é aberta para pessoas com idade superior a 12 anos. O menores de 18 anos deverão apresentar autorização dos pais.

22. Os concorrentes podem competir uma única vez em apresentações individuais ou em grupo. Caso interaja em outras apresentações, será automaticamente eliminado.

Das Inscrições

23. Os concorrentes deverão baixar a ficha de inscrição no blog (nucleodequadrinhospi.blogspot.com) do Núcleo de Quadrinhos do Piauí.

24. Pode-se concorrer com até 03 (três) trabalhos em cada categoria, com exceção da categoria Cosplay: apenas um.

25. A inscrição de 3 (três) HQs corresponde, automaticamente à inscrição do limite máximo de trabalhos nas categorias Melhor Desenho e Melhor Roteiro para quadrinhos.

26. Em todas as páginas de quadrinhos e ilustrações enviadas deverá constar no verso: nome completo, Registro Geral, CPF, endereço, e-mail e telefone do participante, além da numeração de páginas e título de cada trabalho inscrito.

27. O prazo de inscrições é de 13 de fevereiro até 11 de maio de 2012. A inscrição deverá ser feita pessoalmente pelo interessado na sede do Núcleo, ou encaminhada pelos Correios ao seguinte endereço:

Núcleo de Quadrinhos do Piauí
Rua Clodoaldo Freitas, 1543. Centro/N.
Teresina – PI CEP 64000-360


28. Para efeito de verificação do prazo final de inscrição feita pelos Correios, será considerada a data de carimbo postal.

Das Particularidades

29. Com exceção das publicações alternativas, os trabalhos inscritos não serão devolvidos.

30. Todos os trabalhos inscritos farão parte do acervo do NQ e poderão ser expostas publicamente em outras ocasiões sem qualquer ônus.

31. Todos os trabalhos premiados farão parte do acervo do NQ. O conteúdo destes trabalhos poderá ser utilizado em outras publicações do NQ sem qualquer ônus.

Da seleção e julgamento dos inscritos

32. Os trabalhos serão analisados por um júri composto de cinco integrantes, a ser constituído pela organização da 12ª Feira HQ.

33. A categoria Cosplay terá um juri específico, também composto por cinco pessoas.

Dos critérios de avaliação:

34. A soma de pontos dos critérios de avaliação de cada categoria totalizará no máximo 100 (cem) pontos. O critério que valer mais ponto em cada categoria será o seu critério de desempate. Persistindo o empate, será considerado o critério segundo a ordem estabelecida abaixo:

a. Ilustração: Composição (até 40 pontos), arte-final (até 30 pontos), originalidade (até 30 pontos);

b. História em quadrinhos: Narrativa (até 25), composição (até 20), originalidade (até 20), gramática (até 15), desenho (até 10) e roteiro (até 10).

c. Publicação Alternativa: Conteúdo (até 45 pontos), diagramação e layout (até 35) e gramática (até 20).

d. Cosplay: Fidelidade (até 60), interpretação (até 30). Personagens originalmente criados para quadrinhos automaticamente concedem 10 pontos.

35. Os trabalhos concorrentes nas categorias Desenho e Roteiro serão avaliados pela pontuação de até 10 pontos previsto nos critérios da Categoria História em Quadrinhos. Havendo empate, será utilizado o critério que vale mais pontos na referida categoria, no caso, Narrativa (até 25 pontos).

36. Textos sem o mínimo de adequação gramatical serão automaticamente desclassificados da categoria roteiro.

Da premiação

37. Segue abaixo a lista:

a. História em Quadrinhos:
1º Lugar – R$ 600,00, Troféu & Publicação;
2º Lugar – Troféu & Publicação;
3º Lugar – Troféu & Publicação.

b. Desenho para Quadrinhos:
1º Lugar – R$ 400,00, Troféu & Publicação;
2º Lugar – Troféu & Publicação;
3º Lugar – Troféu & Publicação.

c. Roteiro para Quadrinhos:
1º Lugar – R$ 400,00, Troféu & Publicação;
2º Lugar – Troféu & Publicação;
3º Lugar – Troféu & Publicação.

d. Ilustração:
1º Lugar – R$ 400,00, Troféu & Publicação;
2º Lugar – Troféu & Publicação;
3º Lugar – Troféu & Publicação.

e. Publicação Alternativa:
1º Lugar – R$ 400,00, Troféu & Publicação;
2º Lugar – Troféu & Publicação;
3º Lugar – Troféu & Publicação.

f. Cosplay:
1º Lugar – R$ 300,00, Troféu & Divulgação;
2º Lugar – Troféu & Divulgação;
3º Lugar – Troféu & Divulgação.

g. Ilustração Infantil:
1º Lugar – Kit leitura e desenho, Troféu & Divulgação;
2º Lugar – Kit leitura e desenho, Troféu & Divulgação;
3º Lugar – Kit leitura e desenho, Troféu & Divulgação.

Das disposições Gerais

38. A 12ª Feira HQ acontecerá em maio de 2012, no Clube dos Diários, Teresina-PI.

39. Serão desclassificados quaisquer trabalhos que infrinjam direitos autorais ou apresentem apropriações indevidas, com exceção dos Cosplays e da divulgação de obras de outros na categoria Publicações Alternativas.

40. Trabalhos inscritos fora dos padrões especificados no regulamento serão desclassificados.

41. Trabalhos inscritos em edições anteriores não poderão concorrer nesta edição do evento.

42. O NQ se reserva ao direito de selecionar os trabalhos que serão expostos.

43. O júri se resguarda ao direito de cancelar categoria que não apresente qualidade artística ou quantidade mínima de trabalhos concorrentes de acordo com seus critérios.

44. As comissões julgadoras serão divulgadas após o término das inscrições dos trabalhos no endereço eletrônico: www.nucleodequadrinhospi.blogspot.com.

45. Os trabalhos premiados serão divulgados no último dia do evento no endereço eletrônico: www.nucleodequadrinhospi.blogspot.com.

Retirado do blog do Núcleo de Quadrinhos do Piauí. Versão original aqui.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Impressões: Compras Coletivas e 10%



Minha família e eu somos grandes consumidores de bares e restaurantes. É sagrada a ida semanal a alguns restaurantes e bares da cidade. Somos daqueles que sentam na mesma mesa e pedem os mesmos pratos, com o mesmo garçom. Tradição oriunda da família da minha esposa, confesso. Na época de namoro, ao acompanhá-la nestas idas dominicais, ficava intrigado com a constância e a tradição, depois de alguns anos, comecei a me rebelar... corria na frente e sentava em outra mesa – o que se mostrava infrutífero, é óbvio, ou argumentava sobre as competências gustativas de outros pratos – o que também não dava em nada. Chegou um tempo, já como chefe da família, que subverti a tradição, traindo aqueles restaurantes familiares e levando a família a se aventurar com novos pratos. E aprendi a lição.... Deparei-me com meu erro e me arrependi de corroer prática tão deliciosa. Voltei atrás e inseri meus filhos na mesma tradição onde fui introduzido, esperando que a inexperiência juvenil, que me arrebatou, não corrompa também meus filhos. Mas só o tempo dirá.... Tudo bem... Dei meu tempero a tradição familiar....Algumas vezes, em restaurantes no qual somos apaixonados, conhecemos cada prato do cardápio. Mas é muito comum sempre ter um prato especial em cada restaurante da nossa lista. Algo como: “Naquele ali, a melhor pedida é este...., jamais peça aquele e aquele outro”.

O surgimento destas compras coletivas foi um dos pilares subversivos que contribui para minha saída da tradição e também seu retorno. Propagandas de pratos e preços convidativos em restaurantes e bares que nunca ouvi falar, nos levaram a conhecê-los. Isso me fez deparar com uma realidade bem intrigante.

Primeiro, estes sites promocionais deveriam ser espaços excepcionais para um marketing positivo das lojas. Levando o público a locais desconhecidos, que promocionalmente, conheceriam o cardápio de determinado local e ao gostar, retornariam espontaneamente. Eu comentava na época em que surgiram, como a ideia era boa e propícia a bons negócios. Mas o que tem ocorrido é o contrário. Estes sites de compras têm produzido um marketing negativo sobre estes espaços. De cada 10 cupons que compro de bares e restaurantes, não volto em 9 deles.  Os locais não se preparam para receber estes clientes - fieis em potencial. Eles tratam isso como uma ação despretensiosa acha que talvez só para aumentar as vendas num determinado período. 

Numa das minhas primeiras decepções, comprei um cupom de um bar na zona norte (moro na zona sul) de Recife que oferecia 2 caipirinhas, 2 caldinhos, 2 empadas, e uma porção de pasteis. Quando minha esposa e eu chegamos, gostamos do ambiente do bar – que não conhecíamos e avisamos ao garçom sobre o cupom. Ele desapareceu e uns 10 minutos depois, trouxe todos, TODOS os produtos da dita promoção e os jogou na mesa (não estou usando figura de linguagem...). Como tentamos respeitar a lei, quando minha esposa e eu saímos, sofremos com o Feitiço de Áquila, só um pode beber, fazemos zerinho-ou-um e pronto: um é refrigenrante (no meu caso é água com gás) e o outro bebe. O garçom trouxe duas caipinhas e jogou na mesa e eu teria que tomá-las ao mesmo tempo ou uma viraria suco....Para piorar, quando peguei o cardápio para conhecer melhor os petiscos do bar, a surpresa: a porção de pasteis, no cardápio, era o dobro da quantidade que chegou a mesa. Quando questionei o garçom, ele veio com a verdade: a da promoção seria só meia-porção mesmo. Conferi no papel: “UMA porção!”. Não adianta reclamar. É agir como um bom consumidor: nunca mais voltar naquele lugar e avisar todos nossos amigos para não irem também (os inimigos agente indica...^_^).
Tudo bem, disse. Foi a primeira. Demos azar. Vamos tentar novamente.... E cair no mesmo erro! De outra vez compramos uma carne de sol para 4 pessoas, também num restaurante da zona norte que nunca ouvimos falar. Fomos os 4, dois adultos e duas crianças. Uma carne de sol pra 4... tudo bem que sou guloso, mas levando em conta que são duas crianças.... Gente, os preços do restaurante eram avassaladores e a porção minúscula. Tá se fosse um daqueles restaurantes sofisticados, de alta gastronomia, tudo bem... ficava calado.... mas era uma churrascaria safada de cadeira de madeira, pela glória! Nem com o valor da promoção aquilo valia alguma coisa. A carne de sol veio fatiada, quando juntamos os pedaços, não chegava no tamanho da palma da minha mão. E as porções de acompanhamento...vixe.... 4 colheres, uma pra cada! Riscamos da lista, nunca mais. (gritava  o corvo de Poe....em off).
Não para por ai....foram muitas tentativas e conto nos dedos de uma só mão, aqueles que se mostraram válidas e vantajosas. Todas as outras serviram para saber com certeza: nunca mais voltar! 

Estas promoções, na maioria das vezes, não tem nada de promocionais. Elas reduzem o valor, mas também reduzem as porções ou pelo limite que impõem com dias específicos e horas específicas.... não valem a pena. Se voltar no restaurante e pedir o mesmo prato, vai constatar isso. Descobri tal artimanha numa pizzaria. Os recheios nos dias de clone, eram mais reduzidos que no dia normal. Gente, o problema não é comer algo em recheio reduzido, mas a sinceridade do comerciante. Avise. “olha a promoção é: pratos reduzidos com preços reduzidos!”. Feito loja de roupa: o preço baixo é devido a pequenos defeitos.... o que não pode é vender gato por lebre!
Num das últimas, fomos a um rodízio de sushi.... também na zona norte (quase no centro). Oferecia de maneira mentirosa uma redução de 50%. Mas nós já frequentávamos o espaço e sabíamos que o rodízio não custava 50 reais, mas uns 26,90. E se oferecia por 20 reais + um petit gateau.  Comprei. ´_´ [choro... eu demoro a aprender com os erros...]

Este último precisava ligar pra marcar. Quando ligamos, descobrimos que não poderíamos usá-lo quando sentíssemos vontade, mas num dia específico. Pois no agendamento (e nunca vi isso) só nos dávamos uma data para marcar! Só podíamos comer naquele dia e ponto. Tudo bem, fazer o que... marcamos. Ao chegar, a surpresa.... o restaurante fez um overbook. Agendou uma quantidade superior ao seu numero de assentos e ainda reservou metade do restaurante para os que não compraram o cupom. Um verdadeiro desrespeito ao cliente. Ficamos esperando durante 1h30 para entrar e lá dentro, tinha mais surpresa. Na hora da conta, cobraram o preço “real” de 50 reais na conta e os 10% sobre este valor. Em dias normais eles cobram 26,90 e, acho que para compensar os percentuais pagos ao site vendedor dos cupons, queriam cobrar mais 5 reais de gorjeta de cada cliente. É uma palhaçada. Não paguei e ainda reclamei e...nunca mais voltei. E ainda faço propaganda do outro sushi que fica no mesmo bairro e ainda é mais barato. Apesar da confusão que deu, eles ainda tiveram a cara de pau de repetir a “promoção” (porque em sua primeira edição venderam mais de 6.000 cupons). Alias, muitos restaurante incorporaram os 10% (“Não obrigatórios pelos bons serviços”) nos preços dos seus pratos, sem nenhum escrúpulo.... Um famoso restaurante chinês no bairro das Graças (que eu adoro) fez isso. Todos os pratos tiveram seus valores aumentados exatamente em 10%, inclusive incorporando os centavos nas bebidas. 


E na entrada uma placa grande enaltece: “Não cobramos 10% !”. Meu deus... não ouço ninguém comentando... a comida é boa, as porções também. O preço é justo. Mas que é mentira, sim, é mentira! Cobram sim os 10% e de maneira compulsória e camuflada. Cliente burro existe, mas, pela glória do senhor, não é a maioria. 

Em tempo... não abandonei completamente os cupons, mas só compro de locais que eu conheça a qualidade e os preços para comparar se são “promoções” ou promoções. Não caio mais no conto do vigário.... melhor mesmo é curtir a tradição. Nada melhor que ser fiel aos bons restaurantes. Nosso bolso agradece.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Eventos

Eu estarei nos dois....

III SEMINÁRIO SOBRE QUADRINHOS LEITURA E ENSINO
e I FÓRUM NACIONAL DE PESQUISADORES EM ARTE SEQUENCIAL

Nos dias 30 e 31 de março dois eventos irão marcar a cidade de Leopoldina: o III Seminário sobre quadrinhos, leitura e ensino e o I Fórum Nacional de Pesquisadores em Arte Sequencial. Os dois ocorrerão no mesmo local, no CEFET/ Leopoldina. 

No dia 30 de março, o III Seminário estará voltado à questão do ensino, dos quadrinhos e da formação de professores. O público alvo são os professores da rede municipal de ensino. Apesar de ser um evento da prefeitura estará aberto a pessoas ou grupos interessados pelo tema (vagas limitadas para público externo). Para mais informações, clique aqui.
 
No dia 31 de março, teremos o I Fórum Nacional de Pesquisadores em Arte Sequencial, que estará recebendo pesquisadores de várias partes do país para debates variados e apresentação de pesquisas e experiências de trabalho. As inscrições para o Fórum podem ser realizadas,clicando aqui!
 
Prof. Natania Nogueira
I Fórum Nacional de Pesquisadores em Arte Sequencial
forumdepesquisadores@gmail.com
http://iforumnacionalartesequencial.wordpress.com/

II Congresso Internacional de Religião Mito e Magia na Antiguidade

O NEA/UERJ, tem a satisfação de informar que o II Congresso Internacional de Religião Mito e Magia na Antiguidade, já se encontra com o período de inscrições prorrogados até 25/02/2012. As inscrições são realizadas via email: neaeventos@gmail.com , através da ficha de inscrição que se encontra no site que indicamos abaixo. O evento irá ocorrer entre 16 e 20 de abril de 2012, na UERJ- Campus Maracanã. Contamos com as vossas estimadas participações.





sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Entrevista



Reproduzo, logo abaixo, entrevista concedida ao blog "Mais de Oito Mil" da Mara Mariachi. A versão original com acesso aos comentários ácidos (uiiiii) pode ser acessado aqui.

Mara- Vamos começar do começo, como sempre. Você estudou Ciências Sociais porque queria estudar quadrinhos ou foi algo que surgiu durante a graduação?
Amaro - Comecei a estudar Quadrinhos ainda no ensino médio. Fazia parte de um grupo de colecionadores de HQ que criou uma ONG e realizava exposições e palestras na cidade sobre HQ´s. Isso pesou na hora de escolher o curso universitário. Minhas opções eram Jornalismo e Ciências Sociais. Como eu me interessava também por Religião e Grupos Étnicos, escolhi Ciências Sociais [e a concorrência menor ajudava (^_^)]. Na verdade, a inserção das temáticas sobre Quadrinhos no curso de ciências sociais é ausente. Tive muito trabalho durante a graduação para mostrar a relevância de estudar os quadrinhos sobre um viés socio-antropológico.
 Mara- Tanto em seu mestrado quanto no doutorado você sempre esteve nesse meio dos quadrinhos. Afinal, o Brasil abre espaço para se estudar HQs? E esse espaço está presente tanto em universidades pagas quanto públicas ou em apenas uma?
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Amaro- Em termos. A Academia pode direcionar e produzir quaisquer tipos de investigação, conforme os interesses dos alunos e dos professores. O que ocorre é a existência de pesquisas mais fáceis e mais difíceis. Estudar quadrinhos na academia ainda é um pouco difícil, dependendo da sua área. Por exemplo: em Comunicação Social é muito comum e mais fácil fazer a pesquisa. Têm mais professores envolvidos. Em outras áreas, pode ficar mais complicado achar um professor que oriente. Nas instituições privadas é mais fácil desenvolver uma pesquisa sobre quadrinhos, pois o aluno é mais independente na hora de escolher seu tema e a instituição é obrigada a fornecer um orientador. Já na pública, é costume, os alunos se integrarem às pesquisas dos professores, e estes, costumam recusar muitos tipos de trabalho. Mas tudo depende do aluno. Se ele insistir e tiver fôlego, ele consegue defender seu trabalho e realizar sua pesquisa. Foi assim comigo.
Mara- O mundo acadêmico é muito nebuloso ainda para as pessoas, principalmente as que ainda se encontram no ensino médio. Como sabemos que, tirando a Evelyn Torrence, ninguém vive de luz, dá pra viver sendo um estudioso? Você aconselha alguém a seguir a carreira ou a considera um guilty pleasure?
Amaro- A área acadêmica exige muita dedicação e esforço. O Tempo de formação é muito mais longo do que a atuação em outras áreas, mas é recompensador. Apesar do tempo necessário para se adequar (é preciso fazer mestrado, doutorado, com cerca de + 6 anos, depois de 4 anos uma graduação), os salários são bons e convidativos. O segredo para qualquer profissionalização é dedicação e produção. Eu procurei fazer aquilo que realmente me deixava feliz, porque “trabalho” é trabalhoso e causa desgaste e perda de energia – todo ele. Lembrem-se das aulas de física!(^_^). Quando você faz algo que gosta, ajuda a agüentar os trancos e barrancos. E têm coisa melhor do que ter uma desculpa aceitável pra continuar comprando quadrinhos e  ser Cosplay depois dos trinta anos (?!). Quando olham feio, digo logo: “Tô fazendo pesquisa. É Meu trabalho!” (^_^)kkkkkk
 Mara- Sua dissertação de mestrado virou este livro que você lança agora, o “Desvendando o Mangá Nacional”. Pelo título, você considera que o público brasileiro tem dificuldades em definir um mangá nacional?
Amaro- Talvez. O “Desvendar” é tirar as vendas, aquilo que impede de ver o mangá nacional além da visão de colecionador, otaku e fã. Quando gostamos muito de algo, fica difícil percebê-lo de outra forma que não aquela que nos agrada.  Para os leitores é algo muito comum e pouco questionador um “mangá nacional”. E é aí que se encontra o problema. Quadrinhos (como outras expressões artísticas e midiáticas) não são meras formas de entretenimento sem conseqüências para a sociedade. Ao contrário. Eles são repositórios de usos e costumes de uma cultura, de valores sociais, ideológicos e políticos. Mangá, Comic, BD, não são termos que traduzem “História em Quadrinho” em Japonês, Inglês e Francês. Cada um destes termos revela a cultura do país que o produz (hábitos, costumes, alimentação, vestimentas, linguagem, etc). Um Mangá Nacional mistura cultura brasileira com a japonesa ou só reproduz uma cultura japonesa disfarçada de brasileira? Ou é cultura brasileira disfarçada de brasileira? O que tem de “Nacional” no Mangá Nacional? Lembrem-se que “Nacional” vêm de “Nação” (olha as aulas de geografia….). A Nação é o conjunto de hábitos, costumes e valores de um povo, organizado politicamente. Quando algo é “nacional”, você se reconhece nele e o usa para se identificar. É assim com a música nacional, a literatura nacional, o cinema nacional, a comida nacional, etc. Ser nacional significa não ser estrangeiro. São coisas completamente diferentes. Um exclui o outro. Um mangá Nacional (ou um comic nacional como os quadrinhos de super-heróis brasileiros) coloca a definição de nacional em contradição.  E não se enganem. Não sou contra o Mangá Nacional, apenas mostro que seu surgimento e desenvolvimento possuem implicações muito maiores. Não é algo para se tratar com despretensão…
Mara- Você concentrou seus esforços na análise de Holy Avenger, que é um dos lançamentos brasileiros mais bem sucedidos. Sabendo disso, você acha que os quadrinhos atuais (como os publicados na Ação Magazine e a Turma da Mônica Jovem) apresentaram alguma evolução ou ainda mantém as mesmas características de mimetização do mangá japonês de dez anos atrás?
Amaro- A Turma da Mônica (Didi e Luluzinha, também) na minha avaliação, ainda são quadrinhos miméticos ( que eu chamo nos meus estudos de “Moho-Mangá” ou Mangá-Mimético, que são aqueles que reproduzem totalmente os elementos do mangá original, temática e\ou esteticamente, e são reconhecidos como nacionais apenas por serem feitos no Brasil ou por Brasileiros (Considero que existe uma diferença enorme entre “Quadrinho Brasileiro” e “quadrinho Nacional”, não considero os termos sinônimos!). Sendo, portanto, copias dos mangás. E neste caso em particular, ações meramente comerciais, vinculadas ao sucesso da estética mangá dos últimos anos. Niseis e Nikkeis com estilo mangá trabalham para Maurício de Souza há décadas, o surgimento da publicação é essencialmente, uma decisão editorial-mercadológica visando aproveitar “a onda”. A Ação Magazine já tem uma proposta diferenciada. Nos meus estudos eu chamo este tipo de produção de  “Kongo-Mangá” ou Mangá-Híbrido que se apropria de determinados bens estéticos ou temáticos dos mangás, mas não reproduzem totalmente seus esquemas estilísticos, resultando em produtos híbridos. Há uma tentativa de incorporar elementos “nacionais” dentro da estrutura da produção. Apesar desta tentativa ser ainda pouco estruturada, ela é autêntica. Eles têm capitaneada os quadrinhistas interessados em desenvolver histórias com a estética do mangá, mas incorporando algum diferencial. É este “diferencial” que pode levar a Revista a um local mais sofisticado neste mundo dos mangás brasileiros. Mas eles estão só com 3 edições (a nº 0, a 1 e a 2) ainda é cedo pra falar alguma coisa. Tudo depende da proposta editorial se manter e do tipo de produção que os quadrinhistas que alimentam a revista apresentam. E sabemos que muitos fãs de anime e mangá querem mesmo é fazer um mangá mimético. Igualzinho ao Japonês. Como isso fosse atestar a qualidade dos nossos desenhistas e das nossas publicações. (infelizmente, é justamente o contrário!!!)
Mara- Turma da Mônica Jovem, segundo números apresentados pelo Maurício de Sousa, um dos quadrinhos mais vendidos no mundo. Segundo a sua opinião, que é muito mais relevante que a minha porque você estuda o assunto e produz conhecimento, esse sucesso tem a ver com o formato mangá ou de qualquer maneira essa versão adolescente da Mônica venderia horrores?
Amaro- São dois fenômenos envolvidos: os fãs da Turma da Mônica e os fãs do Mangá. Muitos destes jovens leitores de Mangá poderiam conhecer a Mônica, mas não comprar as revistas nas bancas, já que se interessam pelos mangás – que são muitas edições por mês. Não dá pra comprar tudo. Muitos se dedicam aquilo que é  “novo” e recente. Afinal, são os temas das conversas e dos debates nos fóruns e na escola. Quem compra Mônica em grande maioria são aqueles que não são fanáticos por quadrinhos: pais, professores, escolas, que levam as Hq´s para seus filhos: crianças. Quanto maior é idade, maior o interesse por outras publicações. Aliar os fãs de um com os de outro, foi um jogada perfeita que permitiu multiplicar a aquisição da revista no Brasil. Transformar a Mônica em adolescente, não é à toa. Quem se interessa é justamente o público mais antigo (que se tornou pré\adolescente). Afinal, para jovens leitores de até 14 anos, Mônica adolescente, não significa muita coisa…. Já para os “jovens" de até 30 anos, que leram Mônica na infância, é outra história. Acompanhei muitos  jovens adultos – principalmente mulheres – voltando às bancas para acompanhar as novas histórias da Mônica. Mas já temos alguns estudos acadêmicos sendo feito sobre isso. Na Federal do Espírito Santo, a Luciana Zamprogne realiza um mestrado em sociologia exatamente sobre a Mônica Jovem. em breve teremos respostas mais estruturadas sobre este fenômeno.
Mara- O que você considera que falta nos mangás nacionais de hoje para que eles deslanchem de vez no mercado? Melhores traços, melhores histórias, comprometimento das editoras?
Amaro- Na verdade eles já deslancharam. Entre 2000 e 2005 foi o grande boom dos mangás nacionais, chagando a quase 50 publicações\ano diferentes. Depois disso começa a despencar a cerca de 10 edições\ano (na maioria, do tipo fanzines em banca). Também não considero que o fator “melhores traços” seja importante. Não existe desenho bom. Existe aquele que você gosta. E o mangá deixa isso bem evidente. As noções de perspectiva e anatomia são completamente reinventadas nesta estética. O importante é produzir. Histórias boas só existiram depois que surjam histórias medianas, que por sua vez, só poderão advir com histórias simples. Sendo assim, o que é preciso é haver um mercado de produções constante onde todos façam suas histórias. Cada HQ que você faz, você vai melhorando em tudo, na história, no desenho, na quadrinização. Tudo vai ficando melhor. Nossas editoras têm investido bastante no mercado nacional, para fazer parte dele é preciso produzir. Nenhuma editora vai investir em uma história, que nem desenhada foi ainda… muitos ficam esperando uma oportunidade para produzir suas história. O que é errado. É o próprio quadrinhista que cria sua oportunidade quando produz. Muitos dos que hoje você encontra nas livrarias foram convidados por editores depois que suas produções chegaram até suas mãos, seja por edições independentes, seja pelos concursos e salões de HQ no país. O segredo é produzir, produzir muito! Quando comecei a ler a Holy Avenger não tinha nenhuma pretensão. Cheguei inclusive a ser assinante da revista, pois me tornei um fã. Foi o segredo pra realizar a pesquisa. Comecei a trabalhar com algo que eu já tinha em casa e transformei meu Hobby em profissão. Já conhecia a obra de traz pra frente, e isso ajudou a chegar um problema de pesquisa válido para um estudo acadêmico. No livro falo da importância de estudar quadrinho, a problemática do que seria um “quadrinho Nacional”, sigo pelas características do mangá (o que tem no mangá que faz dele um “mangá”? e não um comic ou uma BD) e vou analisar a Holy Avenger e relacionar estas duas coisas. No fim, acredito que o livro venha a ajudar os que têm interesse em desenvolver uma pesquisa sobre quadrinhos de uma forma em geral, aproveitando sua estrutura metodológica e também os que estão interessados em estudar a problemática da identidade dos quadrinhos e suas representações sociais. Além dos que se voltam para os estudos sobre a cultura pop japonesa.
Mara- Estamos prestes a encerrar a entrevista. Aproveite esta penúltima pergunta pra fazer seu merchã, surpreendendo o leitor que esperava uma propaganda só na última pergunta.
Amaro- Ufa…. achava que não ia chegar a vez…. O livro é o único no mercado que se dedica a analisar não o mangá publicado no Brasil, nem a situação dos quadrinhos brasileiros, mas a interface entre estas duas coisas. Também se destaca por desenvolver uma metodologia que junta análise estética e análise sociológica. Essencialmente é uma pesquisa feita por alguém que tem experiência de mercado com a produção de quadrinhos independentes (veja aqui meus quadrinhos: http://axbraga.blogspot.com/p/minhas-publicacoes.html  ), militância na área e ensino de quadrinhos. Tudo na medida certa.
 Mara- Amaro, obrigada pela entrevista e sucesso com o livro. Gostaria que você deixasse uma dica para os leitores do blog que um dia sonham em seguir uma carreira acadêmica estudando quadrinhos. E também pode mandar mensagem para quem está no ensino médio ainda.
Amaro- Obrigado Mara, foi divertido e um prazer. E estas duas palavras são a chave para uma boa pesquisa acadêmica (também tem o rigor metodológico e a profundidade teórica, mas são mais chatos e é bom que venham depois da “diversão” e do “prazer”. estes vocês têm que ter, os outros dois, você aprende. E é isso: aprendemos a fazer uma pesquisa acadêmica. você tem que ser humilde, pois para ser acadêmica é necessário sempre estar submisso à crítica dos pares, que vão ler o trabalho, criticar e comentar e sempre é necessário levar estas críticas em consideração. 
E você não vai direto para a publicação. Deve ir submetendo os pedaços da pesquisa (em formato de artigo) em congressos, seminários e encontros acadêmicos. Nestes espaços você tem uma oportunidade de encontrar pessoas de diferentes locais do país e com diferentes formações que podem ver coisas que você não viu e questionar dados que passam despercebido no seu trabalho, ciente disso, você pode enriquecer ainda mais sua pesquisa. E não precisa está na universidade para isso acontecer. Como eu falei, numa questão acima, meus questionamentos e imersão nesta temática, começou quando eu ainda estava no ensino médio. Vale a pena insistir em algo que você se interessa. A sociedade só tem a ganhar com isso. Se quiserem mais dicas ou se tiverem idéias para sua monografia ou uma pesquisa envolvendo quadrinhos: basta entrar em contato:
http://axbraga.blogspot.com